>>> Volta das atividades legislativas acontece em meio à crise do concurso público e com “CEI do aluguel dos carros”

Depois do recesso parlamentar de 15 dias, a Câmara de Pindamonhangaba retoma as atividades de plenário nesta segunda-feira (5 de agosto). A primeira sessão do semestre terá início às 18h e conta com três projetos na Ordem do Dia, todos de autoria de vereadores.

Para este segundo semestre, a Câmara terá em andamento uma nova Comissão Especial de Inquérito, que foi instalada na última sessão antes do recesso. Solicitada pelo vereador Renato Nogueira Guimarães, o Renato Cebola, a CEI nasce para apurar possíveis irregularidade na contratação de carros e motos para serem utilizados na Atividade Delegada – segundo a denúncia, esses veículos foram pagos ao longo dos meses de 2019, mesmo com a Atividade Delegada suspensa.

Além de Renato, que presidente a CEI, foram sorteados para compor a Comissão a vereadora Gislene Cardoso e o vereador Ronaldo Pipas. A CEI tem 180 dias para ser concluída, mas cabe prorrogação do prazo.

Concurso público

Porém, o assunto que deve dominar a sessão é o concurso público ocorrido em Pinda neste domingo (4). Diversos e graves problemas foram relatados pelos participantes da prova e o assunto repercutiu fortemente nas redes sociais e em alguns veículos de imprensa.

No início da noite, a prefeitura divulgou uma nota sobre o caso, na qual cita a responsabilidade da empresa Iuds: “A Prefeitura informa que está apurando os fatos relatados pelas redes sociais e pela imprensa. O concurso é realizado por uma empresa contratada por licitação, e a Prefeitura está acompanhando se o contrato está sendo cumprido conforme o edital. Caso algum requisito na aplicação da prova esteja em desacordo com as regras contratuais e com o edital, a Prefeitura tomará medidas cabíveis. No momento, a Prefeitura está apurando todos os fatos, com responsabilidade e respeito aos mais 39 mil inscritos no processo.”

Em entrevista à Ótima FM na semana que antecedeu o concurso, o secretário de Administração, Fabricio Augusto Pereira, chegou a relatar que o valor cobrado para a inscrição chegou a ser uma preocupação da Prefeitura, superada após visitas à sede da empresa. “Foram reduzindo o valor [durante o pregão] entre eles [os concorrentes], naquela competição sadia, e foi chegando neste valor que nós ficamos até perplexos. Nove reais é um valor muito pequeno, ficamos preocupados. Então, um dia, conversei com a empresa, falei: ‘Olha, realmente vocês têm condições de fazer uma prova por nove reais? Pois a gente vê pela região, é 30, 40, 50, 80 reais, que é o normal, mas nove reais ficamos até um pouco com medo”, afirmou Fabrício.

E prosseguimos: “Vai dar certo ou não um concurso por nove reais? Então, nós conhecemos, fomos à empresa duas vezes, verificamos toda a estrutura para nos passar segurança e também para quem vai fazer o concurso. E verificamos que a empresa tem condições, o lucro deles com certeza é mínimo, pelo site deles pode-se perceber que estão com vários concursos, então ficamos mais tranquilos e temos certeza que o concurso vai ser um sucesso.”