>>> Perda real em relação à inflação é de quase 2% com reajustes abaixo do índice inflacionário acumulado em 2017 e 2018.

Como esperado, depois de idas e vindas, a Câmara de Pindamonhangaba aprovou na noite desta segunda (3) o reajuste de 4% aos servidores públicos da cidade – índice que vale para os servidores da Prefeitura e da Câmara. O projeto do Poder Executivo foi aprovado com votos favoráveis dos 10 vereadores – o presidente da Casa, Felipe César, não vota. Portanto, unanimidade, em uma Câmara apática e sem discurso lógico.

Com o reajuste abaixo da inflação acumulada do período, a cidade completa dois anos consecutivos sem reposição salarial ao funcionalismo, ao menos no patamar da inflação.

Em 2018, a inflação acumulada em maio, no período de votação do projeto daquela ano, era de 2,86% – o índice de reajuste dos servidores foi de 2,07%. Neste ano, a inflação acumulada está em 4,94% – e o índice de reajuste foi de 4%. Ou seja, em dois anos há quase 2% de perda salarial dos servidores em relação à inflação.

O vereador Ronaldo Pipas, que fez duras críticas ao projeto nos últimos dias, votou favorável, alegando risco dos servidores ficarem sem aumento. Roderley Miotto cobrou um aumento real aos servidores em 2020 – ano que, por ser eleitoral, tem limite de prazo para que o aumento possa ser acima da inflação.

Na justificativa do projeto, a prefeitura alega “crise econômica” e “cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal” para não dar um índice maior de reajustes. Tais argumentos, porém, não foram utilizados no projeto da Reforma Administrativa, votado em 2018 e aprovado pela mesma Câmara, que aumentou em quase R$ 6 milhões a folha de pagamento com os cargos de comissão e de confiança. Na ocasião, votaram favoráveis: Jânio Lerário, Felipe César, Carlos de Moura Magrão, Gislene Cardoso, Toninho da Farmácia e Jorge da Farmácia.

Na coluna “Papo, pauta e café – edição 9” trazemos todos os detalhes sobre o tema (leia aqui).