A Câmara de Pindamonhangaba dá mais um sinal da pouca capacidade de ser um ambiente de amplitude democrática, faz o jogo do Poder Executivo e vai votar, em sessão extraordinária no meio da tarde de sexta-feira (17), às 15h, o projeto que trada do absurdo reajuste de apenas 4% aos servidores públicos municipais – valor que não supera nem a inflação acumulada do período.

O blog Papo Sem Censura teve acesso à convocação da Sessão Extraordinária.

O projeto foi adiado na última segunda-feira (13), depois que alguns vereadores questionaram incoerências na justificativa – em especial os números fiscais que o baseiam. O vereador Renato Cebola, do PV, chegou a entrar com um requerimento questionando alguns números.

Para justificar o baixo aumento, a prefeitura alega “a crise que assola o país” e o limite da lei de responsabilidade fiscal. No entanto, em dezembro, a Câmara aprovou o projeto da prefeitura de Reforma Administrativa, que aumentou em até R$ 7 milhões a folha de pagamento com a criação de cargos políticos.

Vale ressaltar que, ainda na segunda, dia 13, os vereadores aprovaram a manutenção dos altos salários dos cargos políticos, como secretários, diretores, prefeito e vice-prefeito, e dos próprios parlamentares.

Na terça, um grupo de vereadores esteve com o prefeito para discutir o aumento dos servidores. Segundo apurado, será mantido o índice de 4%.

Um golpe na categoria

A antecipação da votação para sexta-feira, com uma sessão no meio da tarde, atropela uma assembleia que estava sendo organizada pelos servidores públicos para o sábado (18), e a própria presença dos servidores para acompanhar a sessão, como aconteceu segunda-feira (17).

Ao votar o projeto sem a chance de presença da categoria envolvida, a Câmara de Pindamonhangaba mostra mais uma vez de que lado está. E não ao lado do cidadão.

Documento de convocação da Extraordinária:

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