Como já comentado em diversos espaços do blog desde o início deste ano, em 2018 o Papo Sem Censura completa 10 anos no ar, sempre cobrindo a política, em especial com foco nos acontecimentos de Pindamonhangaba e, vez ou outra, olhando para o contexto Brasil e mundo.

Desses dez anos cobrindo sessões de Câmara, manifestações populares, entrevistas coletivas (raras) e acompanhando eventos oficiais e oficiosos, são muitas as histórias que reunimos, seja por presenciar ou na apuração dos fatos.

Então, para marcar também esses dez anos, lançamos hoje a coluna “Bastidores da política (retrô)”, em alusão a alguns fatos que marcaram esses dez anos. Vamos nessa?

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Capitulo 1 – a lista amarfanhada não tinha Isael

Hoje todo pindamonhangabense conhece Isael Domingues. Em 2016, ao somar 34.589 votos, tornou-se prefeito da cidade derrotando o então mandatário Vito Ardito Lerário – seu padrinho político, como o próprio Isael contou em uma entrevista anos atrás para o “radialista” Vitão. Falando em anos atrás, é isso que vamos fazer: voltar no tempo.

Para as eleições de 2008, que ficaram marcadas pelo embate histórico entre João Ribeiro e Vito Lerário, com o primeiro levando a melhor nas urnas, além da disputa no Executivo, os olhos também estavam voltados ao Legislativo naquele ano, em especial pela divisão de votos “organizada” pelo PPS, que fez uma bancada de três cadeiras e ainda quase limou o hoje vice-prefeito Ricardo Piorino, então no PPS.

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Outro partido que na ocasião fez três cadeiras foi o PSDB que, além da reeleição de Jânio, ainda viu surgirem os nomes de Abdala Salomão e Isael Domingues – este sendo a grande surpresa por ser o segundo mais bem votado entre todos os candidatos, com 2.160 votos.

Passado o pleito eleitoral, nas semanas seguintes, fui entrevistar cada um dos eleitos [apenas Toninho e Jânio não aceitaram].

Durante a entrevista com Isael, um rapaz chegou ao nosso lado e disse ao então ainda surpreso recém-eleito vereador: “Você estava na minha lista de aposta!”. Falou isso sacando do bolso um papelzinho todo amassado com 11 nomes; assim que o dito foi colocado sobre a mesa, corri rapidamente o olho e, em meio às letras confusas, confesso que não conseguia ler Isael em lugar algum.

Não precisei falar nada, o próprio recém-eleito afirmou: “Mas meu nome não está aí!”

Indignado, o dono da lista apontava desesperadamente para um dos garranchos e dizia: “Aqui está, aqui está…” Isael não escondia a perplexidade e chegou a tentar contestar, mas recolheu-se.

No local estava escrito Elisabete – a delegada, também do PSDB –, aquela sim apontada como um dos nomes favoritos para aquele ano, mas que acabou não eleita.

Se o hoje prefeito lembra dessa história eu não sei, mas que naquela lista não tinha o seu nome, isso de fato não tinha mesmo.

Até o próximo Bastidores da Política (retrô)