Em outubro de 2017, o massacre do Carandiru, que terminou com a morte de 111 pessoas desarmadas, completou 25 anos. Dentro do complexo, a rebelião… Fora dele, a invasão para matar da Polícia Militar e de seus grupos especializados. Dos 74 policiais acusados à época, 58 receberam promoções entre 1992 e 2017. Em janeiro de 2012, a mesma PM desalojou com bombas e balas de borracha 6 mil famílias que ocupavam uma área de massa falida na região do Pinheirinho, em São José dos Campos.

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Ação da PM de SP durante desocupação no Pinheirinho, em 2012, em São José dos Campos. As imagens de Roosevelt Cassio/Reuters falam por si só

A mesma polícia que repreende manifestações pacíficas e que interrompe peça teatral realizada em praça pública, como ocorrido em Santos, em outubro de 2016. A PM que, com bombas e cassetetes, bloqueia rodovia e impede passeio ciclístico de forma truculenta e desproporcional. Que encara estudante como bandido. A força policial que oprime nas periferias, que mata, em grande maioria, pobres e negros com argumento de combate ao crime.

Um Estado fadado a denúncias de corrupção. Desde 1994 sob o comando do PSDB, são inquéritos e mais inquéritos parados, arquivados ou que até já prescreveram. Para não irmos longe, podemos citar o caso Furnas, o trensalão, o mensalão tucano, o propinoduto e a máfia das merendas, sem falar nas obras do rodoanel e do tietê; além dos escandalosos lucros anunciados pela Sabesp mesmo em período de crise hídrica, enquanto a população pagou o pato com o aumento de conta de água, taxa extra e escassez do abastecimento. Para além do campo jurídico, na Assembleia Legislativa do Estado o silêncio, a não conclusão e mesmo o arquivamento de todas as comissões especiais de inquérito pelas quais tentou-se aventar a apuração de tais fatos e tantos outros.

Parte disso tudo sob a batuta do senhor Geraldo Alckmin, que tem as suas digitais no modo de operação do Estado nos últimos 20 anos. Para além de uma postura autoritária e de soberba, Alckmin corrobora as atrocidades de desmonte promovidas pelo governo ilegítimo de Michel Temer, apoiando publicamente em dezembro deste ano a reforma da previdência, que ao lado do teto dos gastos públicos congelado por 20 anos e a Reforma Trabalhista, fere de morte e esperança a classe trabalhadora. Alckmin escolheu um lado: o do grande empresariado e dos grandes patrões. E nós estamos no campo oposto: somos e estamos ao lado do trabalhador.

Não admitimos que esse senhor de gravatas, inimigo do povo e da classe trabalhadora, receba honrarias de mérito frente a um histórico de desserviços, perseguições e injúrias sobre a coisa pública. Não admitimos esse Título de Mérito Legislativo ao governador, apresentado pelo vereador Rafael Goffi, do mesmo tucanato, que não passa mais do que uma proposta eleitoreira. Se vocês sabem fazer politicagem, nós devolvemos com a boa política. Aqui não! Não admitiremos!

Aos parlamentares que flertam com tal proposta, saibam que estamos de olho, em cada passo. Na política local não passará batido afrontas como cobrança extra de IPTU e proposta que prevê aumento dos valores venais dos imóveis, o aumento de R$ 0,40 na passagem de ônibus e uma empresa que circula na cidade com contrato irregular e vencido, o afastamento de uma servidora pública com 20 anos de carreira do laboratório de exames, uma empresa privada (Emercor) recebendo 188 mil reais de dinheiro público, operando duas ambulâncias do SAMU (portando, ambulâncias públicas), sem regulação junto ao Ministério da Saúde, as novas taxas de lixo (suspensa por ora) e de energia elétrica com foco em aumentar a arrecadação, o aluguel e gasto público municipal com viaturas para a PM – uma obrigação do Estado gerido por Alckimin. E não admitiremos deputados e uma deputada golpistas com as mãos em Pinda, por meio de indicações de nomes no governo local e presença constante por aqui: Padre Afonso, André do Prado, Marcio Alvino e Pollyana Gama (votaram pelo golpe ou são do mesmo discurso e\ou votaram políticas como a reforma trabalhista e o teto dos gastos). Sem falar em Paulo Skaf, o financiador do pato amarelo, figura constante na cidade…

De pé, ó vítimas de um Estado para poucos. De pé, ó verdadeiros filhos de Pindamonhangaba contra uma honraria desonrosa. De pé contra todos que roubam direitos dia a dia do povo e que fazem sucumbir sonhos. De pé, sempre, rumo ao horizonte!

Assinam o manifesto:

Blog Papo Sem Censura;
Cinthia Muniz (presidente do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate a Endemias do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira; e do conselho fiscal do PT);
Diego Costa (membro titular do conselho de ética do PT e responsável pela Êxodo Comunicação e Pesquisa);
Gabriel Cruz (militante do PSOL);
Giovanni Romão (jornalista-editor do blog Papo Sem Censura)
Lúcia Dias (militante do PT)
Maurício – Cição (militante do PSOL Pinda)
Natália Carvalho (profissional do SUAS e militante do PT);
Natanael Guimarães (militante do PT);
PSOL (Partido Socialismo e Liberdade);
PT (Partido dos Trabalhadores);
O Puri (periódico)
Rafaela Mendes (militante do PCB – Partido Comunista Brasileiro)
Wilton Moreno Carteiro (presidente do PSOL Pinda e representante da Intersindical),

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