>> “Piraquaras – Encontro de Coletivos do Vale do Paraíba” acontece em Pindamonhangaba nos dias 1º, 2 e 3 de Setembro

Por Andréa Guaraciane

Uma rede de artistas, produtores culturais, comunicadores, educadores e pessoas em geral que acreditam no potencial transformador da cultura, já existe no Vale do Paraíba, costurada com a força da resistência da região que, durante décadas, acompanhou o escoamento da produção cultural das duas maiores capitais do país e do qual sempre foi excluída.

Piraquaras, nome dado à população ribeirinha do Rio Paraíba do Sul, é também o nome dado ao Encontro de Coletivos do Vale do Paraíba, maior evento colaborativo e independente sobre Cultura já realizado na região e que acontece entre os dias 1º, 2 e 3 de Setembro no Clube de Campo do Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba, no bairro Ribeirão Grande em Pindamonhangaba.

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Cultura e Educação, Cultura e Política, Cultura e Meio Ambiente, Cultura e Feminismo, Cultura e Economia, Cultura e Comunicação, Cultura e Maiorias. Com idealização e organização do Coletivo Mixgenação e apoio de parceiros e colaboradores da região, esse evento se propõe como um espaço de debates e formações livres onde a Cultura é o eixo central. A Cultura no centro dos debates.

Sabendo-se do desmantelamento das políticas públicas para a Cultura no Brasil, a proposta é também questionar o cenário das políticas públicas para a cultura nas cidades da região e apontar propostas elaboradas por quem produz cultura.

Serão 3 dias de reflexões, rodas de conversas e vivências, com a presença de convidados especiais tanto do Vale do Paraíba como de diversas regiões do Brasil e participar desse encontro é se propor a mergulhar em conhecimento, compartilhamento e coletividade.

O evento que contará com a presença dos coletivos, artistas, ativistas, educadores e comunicadores da região  e também com a presença de Pablo Capilé (idealizador da Rede de Coletivos Fora do Eixo e da Mídia Ninja), de Ricardo Targino, cineasta e grande defensor dos direitos humanos, de Fabiana Amaral, professora e pesquisadora do CELACC – Centro Latino Americano de Cultura e Comunicação da USP, do Professor Paulo Roxo Barja da UNIVAP, da Professora Ana Maria Vieira e de integrantes de Movimentos Sociais como MST e Zulu Nation do Brasil, entre outros que ainda estão confirmando presença.

Piraquaras objetiva ser um marco na história da produção cultural independente e dos movimentos sociais do Vale do Paraíba: serão três dias em que a proposta é o convívio em uma “zona autonôma temporária” e que desse encontro resulte uma rede de ações culturais da região.

As rodas de bate-papo não estarão comprometidas com horários fixos de atividades; a proposta é a não-grade, mas que organicamente as pautas sejam debatidas e as experiências e repertórios compartilhados.

A sustentabilidade será a base da construção do maior evento colaborativo e independente que já existiu no Vale. O espaço foi gentilmente cedido pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba, já como resultado da onda que vem permeando os movimentos sociais e apontando a cultura como ferramenta transversal na comunicação das lutas por direitos humanos.

Durante o evento também será estimulada a formação de uma feira de economia solidária com os empreendimentos dos próprios participantes.

O espírito colaborativo também está presente na participação de diversos artistas, comunicadores, educadores, designers e produtores culturais que estão colaborando com a empreitada através do seu trabalho.

As atividades propostas numa campanha de programação colaborativa, além dos debates, serão também um ponto forte no objetivo de promoção de espaços de formações livres e o registro de todo o evento será feito através da participação de fotógrafos e pessoas envolvidas com produções audiovisuais, através de uma campanha de cobertura colaborativa.

E, além de tudo isso, comprovando que será um espaço também de compartilhamento de tecnologias sociais, a necessidade de um auditório ou salão para as plenárias será atendida com a ação de  integrantes do MST levantando um barracão de lona para essa função. E a alimentação, baseada na cozinha sustentável, será mais uma vivência a permitir a realização do evento com o menor investimento possível.

Uma reunião aberta  aconteceu no dia 10/08 no Coletivo Casa da Cachorra, em São José dos Campos e dia 18/08  no Coletivo Mixgenação, em Pindamonhangaba, para soma de esforços entre os coletivos, apoiadores e participantes em geral, alinhamentos, sugestões e soluções para a formatação da programação.

Usando de todas essas alternativas, foi possível chegar a um custo médio de R$ 27,00 reais por participante, que poderão fazer contribuições voluntárias de 10 a 30 reais.

Devido ao alto nível de sustentabilidade desse projeto, o Coletivo Mixgenação tem como objetivo participar e apresentá-lo no evento  NAVE – Novas Alternativas de Vida e Economia, que será realizado em Outubro na Venezuela e compartilhar a experiência com coletivos de toda América Latina.

A quem interessar, este é o link do evento com descrição, programação e inscrição (facebook):

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Para maiores informações:

Coletivo Mixgenação –  https://www.facebook.com/Mixgenacao/

Av. São João Bosco, Santana – Pindamonhangaba

telefone: 3642 2560

Piraquaras – Encontro de Coletivos do Vale do Paraíba, dias 1º, 2 e 3 de Setembro – Ribeirão Grande – Pindamonhangaba

Idealização e Realização: Coletivo Mixgenação

Apoios e parcerias: Sindicato dos Metalúrgicos de Pindamonhangaba, Coletivo Casa da Cachorra, Jornal Alternativo O Puri, Nego Prettu Social Cultural, Batalha dos Trilhos,  Coletivo Nandi, Barão de Itararé – Núcleo Vale do Paraíba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira, Blog Papo Sem Censura, MST (acampamento Lagoinha), Restaurante Alecrim, Rede Agroflorestal do Vale do Paraíba e Coletivo Mesmo Barco.

>> Perfil Andréa Guaraciane: Arte educadora, escolheu a habilitação em Artes Cênicas pra fugir da Matemática. Sempre pesquisando a cultura popular se especializou em Gestão de Projetos Culturais. “Sou a favor sempre da paz e do respeito, mesmo que as vezes seja preciso perder um pouco de paz para se ter respeito e, claro, não reconheço o Temer como presidente!”

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