Papo, Pauta e Café 2a

A gestão do prefeito Isael Domingues entrou em seu segundo semestre a partir de sábado, 1º de julho. Em entrevista à Ótima FM, o vereador Professor Osvaldo, também do PR de Isael, classificou os seis primeiros meses como “péssimos” e apontou para uma cidade parada. “Algumas coisas que estavam ruins pioraram”

Porém, na visão do parlamentar, também aconteceram avanços, mesmo na área da saúde – ponto crítico desde a gestão passada do ex-prefeito Vito Ardito Lerário. Para Osvaldo, a troca de gestão no Pronto Socorro foi um ponto positivo, claro, ainda faltando ajustes.

Também presente na mesma entrevista, o presidente do legislativo, Carlos de Moura Magrão, ponderou os prazos burocráticos para a realização de licitações e ressaltou que a gestão anterior deixou muitos contratos por vencer.

Pedindo cabeças. Tanto Osvaldo quanto Magrão deixaram abertamente a posição de que esperam por mudanças no secretariado do governo Isael. Segundo Magrão, seria necessário trocar cerca de 50% dos secretários. Nenhum dos dois, no entanto, citou nomes.

Apesar de não terem sido citados nomes que não agradam até aqui, corre nos bastidores que os resultados e ações de pastas como Saúde, Jurídico, Serviços Públicos, Habitação e Planejamento não têm agrado nem um pouco os parlamentares, inclusive da base aliada.

Oficialmente, o poder executivo nega qualquer mudança.

Entre alguns parlamentares da base e da oposição, nomes que constantemente recebem elogios ou afagos, ou ao menos estão sendo preservados de críticas, são os secretários de Esporte e de Educação e Cultura.

Ainda sobre Osvaldo e Magrão, ambos levaram a postura crítica demonstrada na rádio para a sessão de Câmara de segunda (3). Os dois usaram a tribuna, algo que até aqui vinham evitando, e cobraram a gestão, em especial na área da saúde.

Em uma sessão marcada por muitas críticas à gestão na noite desta segunda (3), incluindo falas dos vereadores Osvaldo e Magrão, a única voz contrária foi a do vereador Jorge da Farmácia. Ao fazer o uso da tribuna, algo que pouco fez desde janeiro, o parlamentar leu um discurso previamente escrito: defendeu um ano de paciência com a gestão, falou positivamente sobre postura adotada pelo executivo quanto ao laboratório e defendeu a eleição democrática de Isael.

No último ponto, sobre a eleição democrática, o parlamentar tem total razão no que tange a defesa da soberania do voto popular em uma eleição direta – aliás, abertamente ninguém colocou isso em jogo, o que fica até estranho a determinada fala. No entanto, o fato de ter sido eleito democraticamente não faz de um gestor público totalmente imune a críticas.

Clima quente. “Falei para ele: fale em nome dos seus eleitores e dos 100 mil que não estão fazendo exames. Não em nome de uma gestão”, disse um vereador ao blog sobre o posicionamento do Jorge da Farmácia na sessão desta segunda (3).

Clima quente 2. Quem também demonstrou insatisfação com a fala de Jorge foi o vereador Ronaldo Pipas. Eles sentam ao lado no plenário e assim que Jorge voltou da tribuna foi possível observar os gestos e expressões de crítica de Ronaldo dirigidas ao par.

Está de volta. Ex-secretário de Desenvolvimento Econômico na gestão João Ribeiro, Álvaro Staut é outro nome que está de volta à estrutura pública. Ele assume o posto de Diretor de Habitação, substituindo Frederico Lúcio, que assume o posto de Direto de Meio Ambiente – posto que ocupou também na gestão João Ribeiro.

Para alguns interlocutores da política, o tempo de Álvaro Staut na Diretoria de Habitação será curto. O caminho deve ser mesmo o comando de uma secretaria.

Abriu. A Câmara abriu na noite desta segunda (3) mais uma Comissão Especial de Inquérito, a CEI, desta vez para apurar a situação do laboratório de exames clínicos. Essa será segunda CEI na atual gestão.

Segundo o blog apurou, a CEI visa a levantar informações sobre a situação do laboratório nos últimos 10 anos e vai buscar elucidar as críticas e apontamentos que surgem dos dois lados da moeda: de um lado, as críticas de que o laboratório era muito caro; do outro, de que a atual gestão promoveu o desmonte do laboratório para justificar a “terceirização”.

Na participação desta terça (4) na Ótima [ouça aqui], este colunista reforçou o que já vem apontando desde o início da gestão: falta diálogo. A ausência de diálogo só complica ainda mais o resultado de medidas que são, por si só, impopulares.

Um exemplo concreto foi o aumento de 40 centavos na passagem de ônibus. Durante a campanha e após eleito, Isael dialogou bastante sobre seu compromisso em não aumentar o valor da passagem. Quando o fez (e quebrou o compromisso), apenas um decreto foi publicado.

Falando em transporte público, a prorrogação emergencial com a Viva Pinda venceu em 30 de junho. Como abordado aqui em diversas oportunidades, a administração pública não conseguiu executar o processo de licitação e, com isso, a Viva segue operando o transporte público, sem melhorias e com 40 centavos a mais em cada passagem.

“E onde está o secretário de articulação política?” Essa frase corre nos bastidores da política no momento em que a base do prefeito Isael apresenta sinais evidentes e públicos de insatisfação. A frase já foi ouvida por este blogueiro de duas fontes de polos diferentes.

Ricardo Piorino tem passagens rápidas e periódicas pelo Legislativo, mas as conversas se concentram principalmente no gabinete de Felipe César.

Pitacos – curtos e diretos

Julho é o mês de aniversário de Pinda. A prefeitura já divulgou a programação completa do mês, com variadas opções. Tem tudo no site oficial do poder executivo: www.pindamonhangaba.sp.gov.br

Sobre a conclusão da CEI do áudio, o presidente da comissão, Roderley Miotto, afirma que só falta o laudo pericial para concluir o relatório.

Cancelou. Tremembé anunciou que neste ano não acontecerá a tradicional festa do Senhor Bom Jesus – a programação religiosa está mantida. Os shows, no entanto, não mais.

Nesta quarta (5), às 19h, tem audiência pública na Câmara de Pinda sobre a saúde na cidade.

Os temas principais da audiência devem circular em torno do laboratório de exames, a farmácia popular e o Pronto Socorro.

 

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