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Para começar o “blá blá blá” sobre este tema, resgato duas passagens escritas em artigos publicados nos dias 3 de outubro de 2016, um dia após a eleição, e no dia 2 de janeiro, dia seguinte à posse e escolha do presidente da Câmara para o biênio 2017-2018.

Passagem 1 (3 de outubro de 2016): “Felipe tende a abrir “negociação de forças” visando o primeiro biênio da próxima legislatura – aí também está um nome no qual o prefeito eleito pode encontrar margem para diálogo. Isael terá alguns espaços na máquina para tentar atrair parte do PV – o fisiologismo pode ir ao cardápio central (fiquemos de olho)”. Artigo completo aqui

Passagem 2 (31 de dezembro de 2016): “[…] Somente isso já bastaria a Magrão, mas nos corredores da política ainda corre uma possível negociação com Roderley Miotto, que anseia seguir compondo a Mesa Diretora, e até mesmo a nova vereadora Gislene Cardoso, que visa a manter algum trânsito na área de Turismo do Poder Executivo”. Artigo completo aqui

Pois bem, avançando um pouco o filme aos dias atuais, o jogo está jogado e o fisiologismo, como escrito em 3 de outubro, entrou em cena. Assentados em cargos de comissão na prefeitura estão ex-assessores de três vereadores na última legislatura, profissional ligado a vereador/vereadora e filho de vereador – para este último, abro um parêntese para apontar que os tribunais não têm deliberado sobre nepotismo cruzado em casos assim, apenas se ocorrer grau de parentesco direto em cargos de comissão trabalhando nos dois poderes.

Essa simples conta que vem no rastro da reforma administrativa, aprovada em 5 de janeiro, resulta em uma equação que faz a atual equipe do executivo respirar aliviada: a base saltou de 4 vereadores (os 4 eleitos pelo PR em outubro) para 7 – foram arrastados para dentro do barco governista: Felipe César (PV), Toninho da Farmácia (PSDB) e Gislene Cardoso (DEM). Se eu estiver errado, as primeiras sessões legislativas do ano irão tirar a prova.

A composição tende a garantir estabilidade ao governo de Isael ao menos no primeiro ano de mandato, período no qual o executivo pretende embarcar as principais reformas via Legislativo. Na lógica do apoio político – infelizmente –  tudo parece válido, mesmo que para isso um dos princípios constitucionais básicos, o da “impessoalidade”, passe riscado: “[…] a administração tem que tratar a todos os administrados sem discriminação, benéficas ou detrimento. Nem favoritismo nem perseguições são toleráveis” (Celso Antônio Bandeira de Mello, em “Curso de Direito Administrativo”). Trocando em miúdos, se garantir o princípio da igualdade e isonomia em concursos públicos e processos licitatórios já é um desafio, mesmo com todas as ferramentas criadas, imagine o alcance disso na composição de cargos de comissão.

Apenas pitadas

Cultura tem escolhido
Ainda não foi oficializado, mas ontem nas redes sociais circulou o nome de Alcemir Palma como futuro Diretor de Cultura da Cidade. O blog apurou que o nome agrada o secretário de Educação e Cultura, Júlio Valle.

Bom nome
Sociólogo e ligado ao Partido dos Trabalhadores, de São José, Alcemir comandou a Fundação Cultural Cassiano Ricardo durante a gestão de Carlinhos de Almeida (PT) em São José dos Campos. Alcemir tem como uma de suas marcas a democratização e descentralização do acesso à cultura, ligado ao projeto cultural de Gilberto Gil implementado na primeira gestão Lula (2002-2006), quando o artista foi o Ministro de Cultura.

Bagagem
Ele é formado em sociologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e pós-graduado em “Gestão de projetos culturais e organização de eventos” pela Universidade de São Paulo (USP), além de ser autor do livro/CD “Mestre Calangueiro Ernesto Villela”. De experiências práticas, Alcemir traz passagens pela secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, foi assessor parlamentar na Assembleia Legislativa de São Paulo e diretor da Fundação Cultural de Jacareí.

Contraponto
Na avaliação de alguns nomes ligados à cultura, o grande desafio de Alcemir será o de se adaptar à realidade de Pinda, avançar sobre uma lógica ainda provinciana e vencer a burocracia.

Os nomes cotados
O nome de Alcemir ganhou força nas últimas semanas. Antes dele, circulava pelos corredores da política as possibilidades de assumirem a pasta: Claudio Gaude ou Maurício Cavalheiro.

Festival de Marchinhas começou 1
Como o blog antecipou na semana passada (leia aqui), Pinda vai ter Festival de Marchinhas e o homenageado será Darcy Torres, um dos criadores do festival. As inscrições já estão abertas e seguem até 3 de fevereiro

Festival de Marchinhas começou 2

Cada participante poderá inscrever até duas composições (individual ou em parceria) inéditas, ou seja, ainda não gravadas comercialmente. As inscrições podem ser entregues pessoalmente ou enviadas por correio para o Departamento de Cultura, localizado no Palacete Tiradentes, na Praça Barão do Rio Branco, 22, CEP 12400-280. Se for postado por correio, o material de inscrição deverá chegar ao Departamento de Cultura, no máximo até o dia 3 de fevereiro, às 17 horas.

Festival de Marchinhas começou 3

Do total de obras inscritas, serão selecionadas 20 para as duas eliminatórias, sendo dez apresentadas por dia. A seleção das composições será realizada por pessoas indicadas pela Comissão Organizadora, com comprovada competência na área musical e carnavalesca. A divulgação dos selecionados será no dia 6 de fevereiro, no site http://www.pindamonhangaba.sp.gov.br, onde atualmente estão disponíveis o regulamento completo e a ficha de inscrição para o festival.

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