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Neste domingo, primeiro dia de 2017, os 10 vereadores, a vereadora, o prefeito e vice-prefeito tomam posse para os cargos eletivos para os quais foram eleitos. Em Pinda, a primeira sessão legislativa, de posse, será presidida pelo vereador Rafael Goffi, que foi o mais votado na eleição do último 2 de outubro. A partir de então, irão à mesa as cartas para a escolha do presidente do primeiro biênio 2017-2018 – cartas previamente jogadas.

Com minoria numérica na composição do legislativo, ao menos no que diz respeito às cores partidárias de apoio nas eleições, Isael Domingues tem possibilidade de fazer um presidente alinhado com o seu governo. Para isso, o desafio será manter a sua base de quatro vereadores (Magrão, Osvaldo, Pipas e Jorge de Farmácia) coesos na mesma lógica. Essa já é a primeira tarefa do futuro secretário de Governo e vice, Ricardo Piorino.

A lógica é simples (mas na política ela, a lógica, poucas vezes dá as caras): para ser eleito presidente, o candidato precisa somar o mínimo de 6 dos 11 votos da Casa (matemática simples no caso da disputa entre 2 candidatos). Essa construção foi feita nos bastidores, ao longo dos últimos dias, o que justifica o entra e sai constante na sala do presidente atual, Felipe César, nas semanas de novembro e dezembro. Um dos frequentadores mais assíduos, o vereador Carlos Magrão, do PR, é um dos cotados para ficar com o cargo.

Magrão poderia garantir a cadeira somando os outros três votos do PR, o do atual presidente Felipe César, que poderia levar com ele o voto de Toninho da Farmácia. Somente isso já bastaria a Magrão, mas nos corredores da política ainda corre uma possível negociação com Roderley Miotto, que anseia seguir compondo a Mesa Diretora, e até mesmo a nova vereadora Gislene Cardoso, que visa a manter algum trânsito na área de Turismo do Poder Executivo – esses dois últimos foram apoiadores da reeleição de Vito Ardito, assim como Felipe César e Toninho da Famárcia.

Do outro lado, Rafael Goffi buscou articulação com os novos vereadores, mas enfrenta dificuldade e resistência por parte dos figurões da Casa, que avaliam os riscos de deixar cair sobre o colo de um novato no Legislativo os poderes de presidência – ainda mais alguém com ambições políticas. Pesa ainda para Goffi a possibilidade de subir a Deputado Federal com as cadeiras que ainda tendem a mudar em Brasília.

Carta manga

Nesta sexta última, dia 30, o clima era de desocupação no gabinete da presidência, com Felipe César tirando até seus livros das prateleiras. Mas pássaros da política apontam que pode ser aí apenas um jogo de cena. Felipe César seria o caminho mais natural para manter tudo como está, mas FC provavelmente avalia os riscos e as vantagens de perder o primeiro biênio e articular para voltar à presidência em 2019-2020 – biênio mais político e de maior projeção com foco no próximo pleito. Porém, ao perceber uma real possibilidade de Goffi levar a cadeira, FC pode “surpreender” e se levantar como candidato, o que asseguraria uma figura mais alinhada à Casa na cadeira de presidente.

A escolha do presidente para o biênio 2017-2018, que se dará na sessão inicial de 1º de janeiro já mostrará também como está a divisão de forças dentro do Legislativo e poderemos ver os primeiros sinais da capacidade e das direções das articulações do vice e Secretário de Governo, Ricardo Piorino.