Por Giovanni Romão

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Todas as formas de garantir obstáculos a atos ilícitos e inibir práticas de corrupção deveriam ser bem-vindas. Observando o cenário atual do país, essa deveria ser uma preocupação de cada homem público representante da sociedade. Deveria, apenas… Não é o que acontece em Pindamonhangaba, inclusive.

Recentemente, a Câmara de Vereadores da cidade não aprovou um projeto de resolução que estabelecia uma Comissão de Assuntos Relevantes, a ser formada por três vereadores, que teria como atribuição acompanhar (ou seja, fiscalizar, ato 1 de um congressista) a seleção das famílias inscritas para sorteios de moradias populares no município. Fiscalizar, apenas isso, dever “primário” de um parlamentar.

De autoria do vereador Roderley Miotto, o projeto recebeu apenas quatro votos favoráveis: do próprio autor e dos parlamentares Professor Osvaldo, Carlos Magrão e Dr. Marcos Aurélio. Outros seis foram contrários: Jânio Ardito Lerário, Ricardo Piorino, Toninho da Farmácia, Professor Eric, Carlos Gomes “Cal” e Martim César.

O projeto tinha todos os pareceres favoráveis…

A justificativa do projeto dizia o seguinte: “Considerando a função fiscalizatória desta Casa de Leis, reputa-se de extrema importância o acompanhamento do processo de seleção dos inscritos que participarão de sorteio de moradias populares no município… Como legítimos representantes do povo, essa participação do Legislativo visa garantir a transparência e lisura do projeto.”

Com o engavetamento do projeto, podemos concluir duas coisas com base na justificativa: sim, eleitos democraticamente, os vereadores não deixam de ser “legítimos representantes do povo”. Porém, “a função fiscalizatória” está longe de ser uma preocupação de muitos parlamentares.

Campanha: #CuideDoSeuQuintal

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