>>> Presidente eleito para o segundo biênio do Legislativo de Pinda, Felipe César esboça as primeiras medidas que deve adotar

?????????????????????????????

Pouco depois de ser eleito presidente da Câmara de Pindamonhangaba para o biênio 2015-2016, em eleição realizada na noite desta segunda-feira (dia 8), o vereador Felipe César conversou rapidamente com a imprensa no hall de entrada do Legislativo. No bate-papo, ele deu as primeiras linhas de como deverá ser a condução de seu mandato à frente de Mesa Diretora.

Segundo Felipe, a população pode esperar por um “presidente rígido”, mas prefere não detalhar muito os seus passos, pois ainda quer “tomar pé de como estão as coisas”.

Entre outras palavras, o parlamentar falou em respeito mútuo entre os poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e também citou a determinação recente do Tribunal de Contas, que resultou na redução do número de assessores e na extinção de cargos comissionados de diretoria. “Eu acho que a Câmara não pode funcionar sem os seus diretores, a Câmara hoje está sem diretor Financeiro, sem diretor Jurídico… Agora, eu pergunto, por que as outras Câmaras têm e nós não? Para isso eu vou procurar a resposta.”, afirma.

Leia a entrevista completa:

Pensando no segundo biênio do Legislativo, o que você já tem em mente na condição de presidente eleito?

Felipe César: Experiência nós temos bastante, pois já fui presidente da Casa em duas oportunidades, esta será a terceira; e agora quero tomar pé das coisas conquistadas. Eu não faço parte de nenhuma comissão da Câmara hoje, não faço parte da Mesa, então agora quero saber tudo como está.

Mas o que é importante a população já ficar sabendo com relação ao novo presidente?

FC: A população deve saber que terá um presidente rígido na Casa, isso sem dúvidas  nenhuma; que irá olhar pelo bem-estar de Pindamonhangaba. A Câmara deve olhar pela população, então tem que haver um respeito do Executivo com o Legislativo, do Judiciário também. São poderes independentes, no qual quereremos levar a Câmara no lugar dela, com respeito a todos os poderes.

Com relação à produtividade dos vereadores nos primeiros dois anos, quando tivemos poucos projetos discutidos e aprovados, o senhor pretende focar nesse aspecto, de haver mais debate sobre assuntos importantes?

FC: Quando falamos em projeto, temos que tomar muito cuidado com os projetos inconstitucionais. Os vereadores apresentam muitos projetos, não são poucos, mas a maioria é inconstitucional. Então precisamos precaver isso, antes da apresentação do projeto. Iremos sentar com todos os vereadores e montar um departamento Jurídico que dê uma assessoria aos vereadores antes que vá para a ordem do dia um projeto dessa natureza.

… E a questão envolvendo (o corte) os assessores?

FC: Isso o Tribunal de Contas que pediu para reduzir o número, e foi reduzido. Eu acho que a Câmara não pode funcionar sem os seus diretores, a Câmara hoje está sem Diretor Financeiro, sem diretor Jurídico… Agora, eu pergunto, por que as outras Câmaras têm e nós não? Para isso eu vou procurar a resposta.

Há muitas legislaturas que ouvimos sobre os projetos que chegam em cima da hora para inclusão. É possível ser mais enfático nessa articulação?

FC: O presidente não pode negar a entrada de um projeto. Quando é feita a inclusão na ordem do dia e são obtidas as assinaturas necessárias, o presidente não tem como ser contra. O que pode haver é um contato com o Executivo para evitar o envio desses projetos com urgência para ser votado no dia. Nós temos o prazo regimental do projeto, que nós podemos segurar, então temos que conscientizar o prefeito e os vereadores para que isso não venha a acontecer.

O Toninho da Farmácia e o Professor Eric costumam votar em linha com o Jânio, e hoje eles votaram “fora da linha”. Surpreendeu o voto dos dois?

FC: Não surpreendeu, pois o meu relacionamento é bom com todos. O Toninho é amigo desde a primeira legislatura, o Eric conheci na atual legislatura. Não houve surpresa.

Anúncios