>>> Pedido da oposição para adiantar escolha da Mesa Diretora foi derrubado com pedido de adiamento do vereador Martim César. Antecipação não é interessante já que ainda há pontos não negociados

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Está chegando a hora da Câmara de Pindamonhangaba definir o futuro presidente que ocupará a cadeira central da Mesa Diretora nos próximos dois anos (2015-2016) – ou não. Afinal, manter-se num cargo político, eleito por políticos, é algo circunstancial.

Publiquei recentemente no blog e na Vitrine Revista uma avaliação do cenário legislativo, trabalhando com quatro nomes possíveis para a cadeira da presidência: Roderley Miotto, Jânio Ardito Lerário, Dr. Marco Aurélio e Felipe César. Apontando o último com um leve favoritismo.

Pouca coisa mudou desde a publicação do artigo. Felipe continua cotado ao posto, mas Dr. Marco Aurélio voltou a ganhar força. Afinal, mais do que a cadeira principal, o que está em jogo é a composição da mesa como um todo.

É essa articulação que ainda caminha para conclusões. Quem perder a presidência, Felipe ou Marco Aurélio, terá que ganhar na outra ponta, na fatia do bolo da ocupação estratégica da política legislativa.

Na última sessão, do dia 10 de novembro, o parlamentar Carlos Magrão entrou com um pedido de adiantamento da escolha do presidente, que normalmente acontece na última sessão legislativa do ano – dentro da primeira quinzena de dezembro, como determina o regimento interno. Ao que tudo indica, a ideia da oposição era quebrar com essa negociação. Porém, Martim César pediu o adiamento do projeto por 15 dias – tempo suficiente para inviabilizar o pedido. Jogadinha mequetrefe, mas com objetivo certo: matar  a antecipação da escolha da mesa diretora.

O segundo biênio tende a ser mais político do que o primeiro. Com a eleição municipal se aproximando, muita gente vai querer colocar ovinhos de ouro para chocar. Pensando na composição da Mesa, uma vice-presidência pode cair bem para o atual presidente, Ricardo Piorino. Afinal, presidente hoje, vice amanhã. Presidente depois…

E, como diz um amigo, “tudo pode mudar da saída da sala de reuniões até o plenário”. Ou seja, até o dia da escolha do futuro presidente tudo pode acontecer.