>>> O que muda no cenário atual é a conjuntura de mudança, que nunca foi tão forte como na primeira vitória de Lula

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Os institutos Ibope e Datafolha divulgaram na tarde desta sábado, dia 25, suas últimas pesquisas de intenção de votos antes do segundo turno presidencial de 2014. No levantamento do Ibope, Dilma Rousseff aparece na liderança com 53% das intenções contra 47% de Aécio Neves; na pesquisa DataFolha, a petista lidera dentro do limite da margem de erro, com 52% contra 48% do tucano.

O blog Papo Sem Censura fez um levantamento das pesquisas de véspera dos dois institutos desde 2002. Nas três últimas eleições, tanto Ibope quanto DataFolha se aproximaram dos números finais das urnas. Vamos ver caso a caso:

2002: Na véspera do 2° turno, o DataFolha mostrou Lula com 64% e José Serra com 36%; no Ibope, Lula aparecia com 62% e Serra com 38%. O resultado oficial foi Lula com 61,3% e Serra, 38,7%

2006: No mesmo período, o DataFolha mostrava Lula com 61% e Geraldo Alckmin com 39%, mesmos números do Ibope. Lula venceu com 60,8% e Alckmin foi o segundo com 39,17%.

2010: Na disputa entre Dilma e Serra, na véspera o DataFolha mostrava a petista com 55% e o tucano com 45%. No caso do Ibope, a candidata de Lula tinha 56% e Serra, 44%. No resultado oficial de domingo, Dilma venceu com 56% e Serra fez 43,9%

Diferenças

Porém, alguns pontos diferenciam o cenário atual das últimas três disputas:

  1. A conjuntura de mudança. O cenário mais próximo disso foi em 2002, quando Lula representava a mudança e acabou vencendo. A realidade atual não é a mesma de 12 anos atrás, pois não há ainda um esgotamento total do governo petista, mas há claramente um movimento de alteração.
  2. Aécio mostra uma ascensão na véspera da eleição, diferentemente da estabilidade demonstrada no mesmo período nas disputas anteriores.
  3. As falhas das pesquisas no primeiro turno, que não conseguiram acompanhar o crescimento do candidato tucano e até mesmo a leve queda de Dilma, também abrem margens para o que acontecerá neste domingo.
  4. O tema Petrobras voltou a ganhar força na reta final com a matéria declaratória publicada pela Revista Veja, sem base de provas. O protesto com pichação realizado no prédio da Editora Abril, realizado após a publicação, acaba refletindo negativamente na imagem da “onda de paz e amor” defendida pelo PT na última semana.
  5. Os índices de abstenção também merecem atenção. No nordeste, este índice costuma ser um pouco mais elevado; por se tratar de uma região fundamental para a reeleição de Dilma Rousseff, esse é um ponto que deve ser acompanhado com cautela.