Por Giovanni Romão

>>> Por que Marina Silva mente sobre o tema da CPMF? Registros oficiais do Senado mostram que, então como senadora pelo PT, Marina votou contra a contribuição. Em rede nacional ela diz ter sido favorável às emendas sobre o tema…

DSC09439

Em cinco links oficiais do Senado Federal é possível constatar que Marina Silva, hoje candidata à presidência pelo PSB, à época senadora pelo PT, votou contra a CPMF ou absteve-se em cinco oportunidades (duas em 1995, duas em 1999 e uma em 2002). Em rede nacional ela alega que votou favorável ao projeto, mesmo contrariando orientações do Partido dos Trabalhadores, então oposição ao PSDB. Mas por que Marina está mentindo sobre um tema tão simples?

A questão da CPMF de fato é algo pequeno. Grande é o que Marina faz para sustentar os factoides que insiste em criar. Sim, Marina pratica uma nova política até na arte da dissimulação. Os discursos diante de situações embaraçosas são conhecidos, tais como “não estava lá” ou o eternizado “não sabia de nada”, de Lula e reverberado por Dilma. Ou mesmo o ensurdecedor silêncio tucano em questões como a votação pela reeleição, em 1997, ou nas privatizações durante seus governos.

Marina tem uma nova prática. Ela mesma cria um fato sobre si e tenta sustentá-lo. Nem que para isso seja necessário usar de mentiras. Não assume ter mudado seu plano de governo em questões relacionadas à geração de energia e em temas LGBT. No debate da Band, sabe-se lá os motivos, saiu com essa da CPMF. Desenterrou um assunto para justificar que nunca fez “oposição pela oposição”. Disse ter votado favorável à CPFM quando era senadora pelo PT, mesmo que seu partido orientasse pela votação contrária. Marina votou, sim, em linha com o PT. Disse não à CPMF. Criou um falso testemunho sobre si e, sob as barbas do inescrupuloso, insiste em mantê-lo.

1) A primeira Proposta de Emenda Constitucional (n° 40, de 1995) foi votada em 1° turno no dia 18 de outubro de 1995. Marina votou não (veja na imagem e clique nela para acessar o site oficial do Senado)

Marina1

2) A PEC 40 foi votada em 2° turno no dia 8 de novembro de 1995. Marina votou não (veja na imagem e clique nela para acessar o site oficial do Senado)

marina2

3) A PEC 34, de 1998, pela prorrogação da CPFM, foi votada em 1° turno no dia 6 de janeiro de 1999. Marina votou não (veja na imagem e clique nela para acessar o site oficial do Senado)

marina3

4) A PEC 34 foi votada em 2° turno no dia 19 de janeiro de 1999. Marina votou não (veja na imagem e clique nela para acessar o site oficial do Senado)

marina4

5) Em 04 de junho de 2002 foi a voto a PEC 18, de 2002, pela prorrogação da CPFM. Lula liderava as pesquisas daquele ano e o PT mudou de posição. Em voto encaminhado por Eduardo Suplicy, o partido votou pela manutenção da contribuição. Presente no plenário, Marina se absteve da votação (veja na imagem e clique nela para acessar o site oficial do Senado)

marina5

Voltando…

Mas por que Marina mente sobre um tema tão simples e o qual ela mesma criou? A resposta parece ser simples. Ao criar suas teses divinais, Marina não mede limites para sustentá-las. Nem que para isso seja necessário “dizer o oposto do que disse [fez] antes”. O que faria ela diante de temas que, certamente, surgiriam paralelos a sua vasta criatividade autoral?