Por Giovanni Romão

>>> Ao falar sobre reforma na educação, Dilma critica currículo extenso com 12 matérias e dá de ombro para filosofia e sociologia

DSC09306

Talvez uma parcela da sociedade aplaudiu de pé – ou mesmo soltou um sorrisinho de canto de boca. Outro grupo deve estar estarrecido. Enquanto para outros, o posicionamento da atual presidente Dilma Rousseff sobre educação, em entrevista ao Bom Dia Brasil nesta segunda (22), passou despercebido.

O caso se deu nos minutos finais do encontro, gravado ontem. O jornal iniciou sua série com os presidenciáveis e todas as entrevistas serão gravadas e exibidas na íntegra.

Quando o tema virou educação e os números atuais, que mostram uma estagnação do ensino no País, Dilma admitiu que as metas previstas para os ensinos fundamental e médio não foram atingidas. Diga-se de passagem, um resultado que está atrelado também aos governos municipais e estaduais.

Sobre essa responsabilidade compartilhada Dilma não falou, mas optou por criticar o extenso currículo aos quais os alunos são expostos, totalizando 12 matérias. Foi aí que se deu a infeliz declaração: “São 12 matérias, incluindo filosofia e sociologia. Não tenho nada contra filosofia e sociologia, mas um currículo com 12 matérias não atrai os jovens.”

Na sequência, Dilma falou em “reformar” esses currículos. Oras, se afirma que 12 matérias representam  um número elevado e nas entrelinhas critica filosofia e sociologia, carimbando na sequência ser preciso reduzir, podemos concluir que um caminho possível a ser adotado é excluir filosofia e sociologia dos bancos acadêmicos?

Espera-se mais clareza sobre esse ponto, mas de antemão é preciso afirmar que essa postura não condiz com o histórico do PT e vai contra o que parte do eleitorado de Dilma pensa. Em suma, a senhora candidata deu um belo tiro no pé.