Por Giovanni Romão

O Datafolha trouxe novos números da corrida presidencial ontem, dia 10 de setembro. Dilma Rousseff e Marina Silva aparecem em situação de empate técnico no primeiro e no segundo turno, pelos placares de 36% a 33% e 43% a 47%, respectivamente.

Porém, três dados merecem atenção; e todos estão relacionados à economia. Importante medidor na corrida eleitoral, especialmente para presidente, o fator econômico tem sempre um peso decisivo. Não é o único ponto considerado pelo eleitorado – longe disso –, mas está entre um dos mais impactantes. Nos últimos meses o noticiário esteve recheado de notícias negativas. Desde inflação acima da meta, passando por riscos de desemprego e a recessão técnica da economia em 2014.

O humor do eleitorado vinha refletindo esse clima de negatividade, mas, aos poucos, isso vai sendo absorvido. Na mesma pesquisa Datafolha, os números mostram que 47% dos entrevistados acreditam que os índices de inflação irão aumentar – o percentual ainda é alto, mas vem apresentando queda contínua. Outros 30% acreditam em manutenção do índice e para 14% a inflação irá cair.

O risco de desemprego também apresenta queda. Para 36% dos entrevistados vai haver aumento de desemprego. Para outros 33% tudo seguirá como está. Colocados em gráfico, esses dois números ameaçam desenhar um “X”. Para outros 24% haverá redução no nível de desemprego.

Em relação a situação econômica do país, para a maioria tudo seguirá como está – 37% creem nisso. Para 33%, os números da economia irão melhor; enquanto 23% avaliam que haverá piora.

Em suma, os ânimos com a economia estão estáveis ou apresentam ligeiro otimismo. Parte desse novo cenário refletirá nas urnas e, preferencialmente, na manutenção de tudo como está. Ponto para Dilma.