>>> Um dia após denúncias veiculadas na imprensa, Câmara de Vereadores cria comissão para investigar possíveis irregularidades administrativas cometidas pelo parlamentar

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Devido ao feriado santo em Pindamonhangaba no último dia 8 de setembro, a sessão ordinária da Câmara foi realizada na noite desta terça-feira, dia 9. Como esperado, foi colocado em pauta o tema envolvendo o vereador professor Eric Oliveira. Segundo sua ex-assessora Cristiani Pereira, o parlamentar exigia parte do salário de dois assessores para poder remunerar uma terceira assessoria que trabalharia fora do gabinete. A fala de Cristiani foi corroborada pela também ex-assessora Daniela Bairros.

Em entrevista a rádio Ótima FM, Eric negou os fatos e disse que aguarda o andamento das investigações no Ministério Público. Na noite desta terça, o presidente do Legislativo, Ricardo Piorino, entrou com um pedido de abertura de uma Comissão Especial de Inquérito, que foi aprovada por todos os vereadores. Como autor do pedido de CEI, Piorino foi automaticamente alçado à condição de presidente da comissão.

Sorteio realizado durante a sessão definiu os vereadores Carlos Magrão (PPS) e Martim César (DEM) como os outros dois integrantes da CEI. “Hoje já temos uma reunião para que sejam traçados os primeiros passos, incluindo a escolha do relator, que é definido em aberto entre os três integrantes da comissão”, destaca Piorino. “Agora vamos aguardar a vinda dos documentos do Ministério Público e vamos ouvir a vontade também dos demais membros da CEI para definir os primeiros atos. O mais rápido possível queremos dar uma resposta à população.” Segundo Piorino, ex-assessores do vereador professor Eric deverão ser ouvidos na Câmara.

Piorino também falou sobre a expectativa do andamento da CEI, que tem um prazo regimental de 90 dias para ser concluída. “Temos que dar direito a ampla defesa ao vereador professor Eric, mas vamos analisar com total imparcialidade – disso a população pode ficar tranquila”, afirma. “O que tiver de provas suficientes no Ministério Público também serão levadas em consideração e isso pode encurtar também o prazoda comissão. Mas repito, temos que ter muita cautela, pois é um momento muito difícil para o vereador, que ocupa um cargo público. Não podemos atirar pedras nas pessoas enquanto não temos provas suficientes, sejam elas ocupantes de cargos públicos ou não.”

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