Por Giovanni Romão

>>> Todos que lá estiveram para a despedida tinham mesmo que estar…

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Hoje foi dia de despedidas. As agendas políticas em período eleitoral foram suspensas para o adeus de alguém da política…

Mas também, e maior do que tudo, as bênçãos finais ao pai, ao amigo, ao irmão, ao desafeto, ao colega, ao filho.

Eduardo para alguns. Campos para outros. Eduardo Campos para tantos. Foi-se!

Os filhos e a esposa, Dona Renata, ficaram ao lado do caixão durante todo tempo, desde sua chegada ao Recife na noite deste sábado. Levaram três dias para ter esse último contato que, para muitos, é um rito importante. Os filhos foram no alto do carro do Corpo de Bombeiros, com os punhos cerrados, estampando a imagem que talvez queiram levar do pai.

Desde ontem no Recife também esteve Marina Silva. Próxima a Campos nos últimos meses, próxima da família, tinha mesmo que estar lá.

Lula foi ao velório neste domingo e chorou. Normal. Sempre foi ligado a Eduardo e, nos últimos meses, por divergências políticas, estavam afastados. Mas tinha que estar lá.

Presidente da república, Dilma Rousseff esteve lá. E tinha que estar. Pelo cargo que ocupa e por se tratar da despedida de alguém com quem dividiu a vida política por algum tempo.

Adversário na política, Aécio Neves também esteve presente. Normal. Ambos integravam um mesmo espaço, o da política, mesmo que estivessem em campos opostos.

E lá estiveram tantos outros. Que tinham mesmo que estar.

Quem nunca foi à despedida de alguém de um ciclo de convivência mesmo que não fosse tão próximo da pessoa que partira?

A coisa ganha outra dimensão por estamos em período de campanha, mas tivesse a tragédia ocorrida em outro instante, lá estariam Marina, Lula, Dilma, Aécio… E teriam mesmo que estar!

É tão difícil assim ver o normal como normal?