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Quando tudo acaba (e, sim, acabou!) é bom olhar para trás e ver o que ficou – e passou.

Foi legal pra caramba ver a “argentinada” invadindo as ruas do Rio de Janeiro ainda na primeira fase da Copa – e quem sabe o façam novamente no fim de semana. Foi mais legal ainda ajudar um deles a pegar o destino certo na estação da Carioca para chegar ao Maracanã.

Comprei uma camiseta nova que tem a imagem de uma bandeira do Brasil tremulando na estampa. Tenho um chapéu que a bolinha em cima da mola no alto fica balançando como um João bobo de posto de gasolina – e minha cachorra também adorou.

Paguei um pouco mais caro num prato do Spoletto de massa verde e amarela e, assim, pude levar para a casa uma tinta de rosto com as cores da bandeira brasileira.

Foi dramático ir para os pênaltis contra o Chile – e sei o quanto é patético ter virado a TV durante as cobranças e ter chorado feito criança depois que vencemos. Mais absurdo ainda é contar isso.

Foi show de bola ter conhecido Teresópolis e passar um dia de risadas e até discussões políticas na porta da Granja Comary. Enfim, valeu muito ter chorado e gargalhado.

Valeu ter apostado 4 a 1 para o Brasil no bolão antes do jogo contra a Alemanha.

Foi bom receber um link sobre política no meio de um jogo histórico, mesmo que o conteúdo fosse triste e falasse da morte de Plínio de Arruda Sampaio (mas, enfim, alguém estava de olho no mundo para além do jogo dramático no Mineirão).

Foram marcantes as caras e bocas do David Luiz durante mais de um mês.

Valeu acreditar numa seleção que, tecnicamente, não teria chegado nem nas semifinais.

Mas, como não sou especialista e nem tenho obrigação de analisar o futebol friamente, agradeço ao fato da emoção ter superado a razão mais uma vez.

Hoje acabou a torcida, pois como qualquer torcedor só o hexa interessava.

Mesmo assim, a derrota (ou o vexame; seja lá como queiram) não muda uma vírgula.

O que passou, ficou! E valeu demais.

E amanhã eu quero apenas um novo samba…

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