Por Giovanni Romão

>>> Movimento pode ser até uma estratégia do PT para confundir oposição, mas está na hora de começar a perder forças

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Imagem: Roberto Stuckert Filho/PR

As pesquisas de intenções de votos e de avaliação de desempenho do governo federal que foram nos últimos 10 anos para o PT como uma bandeira para corroborar suas benfeitorias, hoje transforam-se em uma contínua dor de cabeça – quase que uma enxaqueca. Especialmente para Dilma Rousseff e a equipe que já trabalha para a sua reeleição.

Como tirar créditos das pesquisas é, definitivamente, o pior caminho – afinal essa postura coube à oposição durante a última década –, cabe à coordenação de reeleição da presidenta e do palácio do planalto trabalhar para reverter o cenário. Estabilizá-lo já seria um grande passo.

O levantamento da CNT/MDA, divulgado no último dia 29, é sem dúvidas o mais preocupante para os petistas. Assim como os resultados de outros institutos, como IBOPE e Vox Populi, a pesquisa mostra uma queda de Dilma. Diferentemente deles, revela uma potencialização dos adversários do PT e é o que mais se aproxima de um cenário de 2º turno.

Ainda está um pouco cedo para dizer quais são os pontos que mais têm impactado para essa queda constante de Dilma. Mas arriscaria dizer que um deles é a própria falta de unidade na coalização partidária do projeto de reeleição  – a começar dentro do próprio PT.

As vozes ressoantes do “Volta, Lula” e as inúmeras entrevistas que o ex-presidente tem dado mundo a fora são um tormento a mais e tiram o foco de Dilma. Talvez seja até uma estratégia do próprio PT e da coordenação de campanha para que os holofotes saiam da cabeça de Rousseff em um momento de bombardeio por questões como a Petrobras. A ver… Fato é que tenha começado de um jeito ou de outro, o movimento de redenção eleitoral de Lula hoje chegou a setores como a grande mídia, empresarial e financeiro. Está mais do que claro: é hora de pará-lo!

Seja puramente orgânico ou uma medida para reascender o principal cabo eleitoral de Dilma em ano de pleito – até para que possa ser novamente um fator de peso no palanque assim como em 2010 –, o “Volta, Lula”, para o bem de Dilma, precisa ter um fim… As apostas de sua equipe estão que esse “the end” comece na próxima sexta, dia 2, no Encontro Nacional do PT que irá definir e lançar o nome de Dilma como candidata à reeleição – com Lula ao seu lado e segurando sua mão.

Depois disso, olho nas pesquisas…