Por Giovanni Romão

>>> Na cidade vizinha, três dos seis vereadores que votaram contra a cassação de Roberto Peixoto não foram reeleitos em 2012

 BANCADA DA VERGONHA_taubate

Em 2011, mais de um ano antes do pleito eleitoral de 2012, foi a voto na Câmara de Taubaté o pedido de cassação do prefeito Roberto Peixoto, que respondia a um processo em que era acusado em fraudes em licitações de medicamentos. Com o apoio de seis parlamentares, Peixoto acabou absolvido politicamente, cumprindo normalmente seu mandato até o dia 31 de dezembro de 2012.

Se para Peixoto o grupo formado por seis “homens de confiança” foi fundamental para a sua continuidade no poder, três deles sentiram na pele, ou melhor, nas urnas, o peso da absolvição do chefe do executivo. Tirando Luizinho da Farmácia, que acabou reeleito, Henrique Nunes, que optou por não disputar a eleição, e Rodson Lima, que foi cassado e tentou emplacar o nome do filho Rodson Lima Júnior (não eleito), os outros três integrantes do que ficou conhecido como a “Bancada da Vergonha” tiveram que amargar a derrota. Chico Saad não conseguiu votos suficientes e Maria Teresa Paollichi e Ary Kara Filho ficaram na condição de suplentes.

Não há um estudo que liguei o voto contrário à cassação de Peixoto ao não sucesso nas urnas, mas os próprios derrotados reconhecem que o caso pesou, mesmo tendo ocorrido mais de um ano antes da eleição. Sinal de que o eleitorado brasileiro não é tão esquecido assim. Em entrevista ao O Vale, logo após a eleição de 2012, Maria Teresa expressou: “Por ter votado a favor do atual prefeito e contra a cassação, colocaram a foto da gente de uma forma pejorativa na internet.”

Maria Teresa toca em um ponto importante: a força crescente da internet. De fato a rede mundial ainda é limitada no poder efetivo do ato de manifestar, porém já tem capacidade de surtir efeitos – positivos e negativos.

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A mesma onda de reflexo acontece agora em Pindamonhangaba, depois da sessão que resultou no engavetamento da CEI dos Carros. Nas redes sociais está sendo compartilhada montagens com os rostos de 5 vereadores – Professor Eric, José Carlos Gomes Cal, Jânio Ardito Lerário, Martim César e Toninho da Farmácia. O primeiro não participou da sessão que resultou no arquivamento, alegando problemas de saúde. Cal, Jânio e Toninho votaram contra o relatório final da CEI que pedia a cassação, justamente, de Martim César.

Ainda é cedo para prever se os efeitos serão os mesmos registrados em Taubaté, mas o cenário apresenta muitas semelhanças.

Avante e aguardemos!