Por Giovanni Romão

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Felipe Nasr em Cingapura, em etapa da GP2

O mercado de pilotos da Fórmula 1, em 2013, esteve mais agitado do que nunca dantes – diria Lula. Raikkonen trocou a Lotus pela Ferrari. Webber anunciou sua retirada da categoria. Maldonado jogou a Williams pelos altos. E para lá foi Massa. A McLaren dispensou Perez, para contratar o mais novo pupilo Kevin Magnussen. Fora outras mudanças que pouco impactaram no grid, tudo agora gira em torno de 5 vagas: duas delas na Sauber, outras duas na Force India e, por fim, a vaga remanescente da Lotus – que já carimba Grosjean.

O brasileiro Felipe Nasr, vindo da GP2, tinha uma espécie de pré-contrato para ser o terceiro piloto da Williams. Descartou tal possibilidade e, em entrevista ao jornalista Américo Teixeira Jr., o pai do piloto disse que o negócio “corre ou para”. Nasr quer ser titular. Como os times de fundo de grid devem estar fora de cogitação, o caminho mais lógico para o brasileiro, que conta com o apoio do Banco do Brasil, deve ser a Sauber.

A equipe suíça enfrenta uma crise financeira e precisa de grana. Nasr tem – leva dinheiro do BB (seu apoiador nas categorias de base). Como o time precisa de ainda mais dinheiro, e a grana dos russos não vem, o jovem Sergey Sirotkin, de 18 anos e ainda sem superlicença – que a Sauber não faz o menor esforço para que consiga – pode ficar fora do tabuleiro. Assim como Steban Gutierrez. Abre-se, então, caminhos para que Sergio Perez e seus dinheiros “slinianos” provindos da mexicana Telmex voltem à Sauber.

Pelos lados da Lotus, o caminho mais natural parece ser Pastor Maldonado e a certeza dos milhões da PDVSA. O grupo Quantum enrola, na mesma medida em que o gigante Nico Hulkenberg, sem dinheiro, mas com talento, fica cada vez mais fora de jogo. Hoje, Eric Boullier parece crer na capacidade de Grosjean liderar o time – mostrou isso nos EUA. Então Maldonado vem para agregar$$$.

Resta nesse cenário de equipes competitivas a Force India, para onde deve desembocar o desempregado Hulk. O piloto passou pelo time em 2011 e 2012, quando foi piloto reserva e titular, e hoje defende a Sauber. Pode voltar à equipe dirigida por Vijay Mallya. Entre Adrian Sutil e Paul Di Resta, o time tende a ficar com o primeiro.

Resta esperar o que tem a nos dizer esse indefinido e curioso mercado de pilotos.