Por Giovanni Romão

>>> Eleito presidente do PT de Pinda, ex-prefeiturável fala sobre o futuro do partido na cidade e defende um posicionamento de apoio a atual gestão, “mas de postura crítica quando algo estiver errado”

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Neste domingo, dia 10, Carlinhos Casé venceu a eleição interna  do Partido dos Trabalhadores de Pinda. Passa a comandar a legenda em fevereiro de 2014, quando termina o segundo mandato da atual presidente Sivanilde Kogempa, a Sil. Casé foi eleito com 81,7% dos votos, vencendo Camilo de Léles.

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Da corrente “Construindo um novo Brasil”, a mesma de Lula e Dilma, entre outros, Casé diz que a vitória surpreende um pouco. “Por mais preparado que você esteja, sempre há uma preocupação. De uma forma ou de outra foi uma surpresa [o resultado]”.

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Casé atendeu ao blog Papo Sem Censura na noite desta segunda-feira, dia 11, por telefone. Começou sendo indagado sobre cansaço. “Não há tempo para isso. Já temos novas empreitadas”, pontua. Sobre a disputa com Camilo, da corrente “Mensagem ao Partido”, o novo presidente pondera: “Temos que exaltar a democracia do partido. Agora é hora de ouvir todas as vozes.”

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As prioridades imediatas, segundo Casé, são pontuais: a reeleição de Dilma, a eleição de um governador do PT em São Paulo e a reeleição e eleição de novos deputados e senadores. “Temos que aumentar nossa representatividade”, coloca.

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Candidato a prefeito em 2012, quando ficou na terceira colocação, Casé volta a deixar seu nome na mesa para o futuro. “Precisamos ter uma candidatura própria a deputado em 2014 – preferencialmente a Estadual. Meu nome estará à disposição do partido”, afirma. A eleição de 2016 também já está na roda: “Ganhamos força em 2012 e precisamos manter nossa liderança na próxima eleição municipal. Também colocarei meu nome.”

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Cauteloso, porém, Casé também fala em “ouvir outros partidos e liderança da sociedade civil organizada”.

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Sobre a postura do partido frente à administração do tucano Vito Ardito Lerário, Casé fica entre a parceria e a postura crítica. “É importante apoiarmos a cidade, buscar emendas… Não podemos fazer oposição por oposição. Mas, claro, quando algo estiver errado, o PT tem que ter posição crítica”.