5048506059_a770099b97_m

O TSE rejeitou, por 6 votos a 1, o pedido de criação do Rede Sustentável – projeto da ex-senadora Marina Silva. Candidata à presidência pelo PV em 2010, quando ficou em terceiro lugar, Marina pregava uma nova forma de fazer política e, para isso, apostava todas suas fichas em um novo partido, pelo qual planejava disputar as eleições de 2014.

A decisão do TSE foi consumada na noite desta quinta-feira, dia 3. A ministra relatora do caso, Laurita Vaz, abriu os trabalhos com um parecer contrário à criação do partido, devido ao fato de não haver o mínimo de 492 mil assinaturas necessárias de apoio popular. Os advogados do Rede alegam morosidade dos cartórios regionais e a rejeição de assinaturas sem justificativa.

Votaram com Laurita, os ministros João Otávio de Noronha, Henrique Neves, Luciana Lóssio, Marco Aurélio Mello e Cármen Lúcia. O ministro Gilmar Mendes votou favorável à criação do partido, criticando a ineficiência dos cartórios e apontando que a contagem e reconhecimento de assinaturas nos remete a um “Brasil do passado”.

Agora, Marina tem dois caminhos a seguir: abrir mão de uma candidatura por meio de um partido em 2014 e seguir na construção do projeto do Rede ou buscar uma legenda para se candidatar no próximo ano. Neste caso, o destino poderia ser a filiação ao PEN ou PPS – este último ela já flertou antes de embarcar nos trabalhos para a criação de seu partido.