Por Giovanni Romão

>>> Com previsão de mais de 1 milhão de votos, em um sistema eleitoral representativo, Feliciano tem, mais do que nunca, quem o leve às cadeiras do legislativo novamente em 2014. Bom ou ruim, isso é um fato – assim como é fato que, mais uma vez eleito, terá novas chances de colocar suas convicções religiosas dentro do debate legislativo. Isso, sim, é terrível!

Feliciano

Em 2010, Tiririca dizia em rede nacional que seu sonho de ser Deputado Federal estava, justamente, ligado à vontade de descobrir o que faziam os homens do Congresso. Passado mais da metade de seu mandato, o comediante parece ter descoberto algumas meias-verdades. Encontrou com pessoas bem intencionadas, seres do mal, e percebeu o quanto o sistema é amarrado e duro para quem pretende implantar mudanças. Nos corredores, Tiririca tem insistido: em 2014 não sairá candidato e, a partir de 1° de janeiro de 2015, reassumirá com exclusividade sua função de palhaço.

A “pré-decisão” desde já ascendeu os alertas dentro do PR. Afinal, com o 1,3 milhão de votos que acumulou em 2010, Tiririca arrastou muita gente do partido para dentro do congresso, como foi o caso de Valdemar Costa Neto, que somou apenas 174.826 votos. Este, agora, tem um alvo certo que atende pelo nome de Marco Feliciano, o pastor das polêmicas e presidente da Comissão de Diretos Humanos e Minorias no Congresso.

Na mesma medida em que causou protestos com suas posturas e declarações, além de projetos lamentáveis, como o da Cura Gay, Feliciano se tornou um ativo político valioso. Ficou conhecido e, assim como acumulou uma legião de críticos, caiu nas graças de um público mais conservador, em especial pessoas do meio evangélico. Não há pesquisas que comprovem, mas hoje há quem aponte que Feliciano pode superar a casa do 1 milhão de votos em 2014 – em 2010, pelo PSC, seu atual partido, foi eleito com 211.855 votos.

Segundo o blog “Coluna Esplanada”, do jornalista Leandro Mazzini, o deputado Valdemar já apresentou uma cifra de 1 milhão de reais para ajudar em uma possível candidatura de Feliciano em 2014 pelo PR. Procura, dessa forma, assegurar um nome forte no caso da saída de Tiririca.

Em um sistema eleitoral representativo, Feliciano tem, mais do que nunca, quem o leve às cadeiras do legislativo novamente em 2014. Bom ou ruim, isso é um fato. E, eleito, terá novas chances de colocar suas convicções religiosas dentro do debate legislativo. Isso, sim, é triste!