>>> Em sessão marcada por protestos populares, projeto de aumento do número dos vereadores é rejeitado depois de muito jogo de cena. Vídeo registra ônibus da Viva Pinda fazendo transporte gratuito de populares

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Iria a voto na noite desta segunda-feira, dia 24, a proposta do parlamentar Felipe César (PMDB), que propunha o aumento do número de vereadores de 11 para 19 cadeiras a partir da próxima legislatura, em 2017.

Na primeira votação, realizada em 10 de junho, haviam votado favoráveis ao projeto Felipe César, Roderley Miotto, Carlos Moura “Magrão”, Professor Osvaldo Negrão, Professor Eric de Oliveira e Toninho da Farmácia, Marcos Aurélio e Ricardo Piorino. Foram contrários: Jânio Ardito Lerário, José Carlos Gomes “Cal” e Martin César.

Por se tratar de uma alteração na Lei Orgânica do Município, era necessária uma segunda rodada de votação. No entanto, a pressão popular, marcada por uma sessão lotada, e o jogo de cena de muitos parlamentares, fez com que o projeto fosse engavetado. O autor da proposta elaborou um requerimento pedindo o engavetamento do próprio projeto. O vereador Cal, no entanto, colocou no plenário um requerimento que pedia a votação da proposta.

O requerimento  do segundo acabou prevalecendo e o projeto foi à votação, recebendo posições contrárias de todos os parlamentares, mesmo dos que votaram favoráveis na primeira rodada. Alguns parlamentares, como Roderley Miotto e Carlos Magrão, tentaram se explicar, mas acabaram vaiados, principalmente o segundo, que, depois de um discurso ufanista no final, em defesa da democracia, ouviu os gritos de “oportunista” por parte dos presentes.

Favorável ao projeto, Professor Osvaldo foi um dos poucos que conseguiu falar sem ser interrompido. Ele dispensou a tribuna e usou um microfone sem fio, falando do meio do plenário, onde colocou que seu objetivo era ter uma câmara mais plural. Mesmo conseguindo explicar seu voto, com poucas interrupções, o público ficou eufórico com a não aprovação da proposta.

Os discursos vazios  de alguns parlamentares, a postura de outros, assim como os votos contraditórios frente à primeira votação, fizeram desta sessão de Câmara a mais hipócrita e oportunista da atual legislatura.

Histórico

Esta não é a primeira vez que a Câmara tenta aumentar o número de cadeiras. Em 2011, um projeto da vereadora Dona Geni previa o aumento de 11 para 15 cadeiras, sendo que votaram favoráveis à época  Jair Roma, José Alexandre Faria, Marcos Aurélio Villardi, Toninho da Farmácia, José Carlos Gomes “Cal” e Isael Domingues – número que não atingiu o número mínimo de oito vereadores para ser aprovado.

Ônibus público transportando manifestante

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O blog “Papo Sem Censura” registrou em vídeo, ao final da sessão, um ônibus da empresa Viva Pinda transportando pessoas que assistiam a sessão – como pode ser visto na imagem ao lado. Dois pontos estranhos: para pegar as pessoas, o ônibus parou em um local onde não indica ser para transporte coletivo e os passageiros embarcaram pela porta dos fundos, ou seja, sem passar pela roleta de cobrança. Por mais que o transporte público gratuito seja um dos anseios do brasileiros, ele ainda não é uma realidade – ao menos em Pinda.

Qual a explicação, Viva Pinda? Ou alguém sabe explicar o que fazia uma unidade do transporte público na porta da Câmara de Vereadores em noite de votação polêmica?

Nas redes sociais, munícipes alegaram que o ônibus foi utilizado por pessoas do Feital e de Moreira César que pagaram duas passagens ao invés de quatro.

Foto 1: Thaís Aguiar

Atualizado às 01h56, do dia 25 de junho.

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