Por Luiz Malheiros (estudante de jornalismo da Universidade de Taubaté)

>>> “É muito mais do que 20 centavos!” Mas, o que é esse mais?

 

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Tal qual a água do copo que transborda, os protestos se esvaem pelas ruas afora. Milhares de estudantes, pessoas de meia-idade e até idosos manifestam suas insatisfações marchando e gritando. Nas grandes capitais, ouve-se, a médio som, o coro de vozes uniformes pedindo a redução da tarifa do transporte coletivo. E onde não teve aumento, lutam pelo quê?

Há diversas questões que os manifestantes defendem por todo Brasil: corrupção, saúde, educação, entre outras. Não pecam ao fazer isso – pelo contrário -, mas clamam para quem está longe, no Distrito Federal ou nos Palácios de todo Brasil. A culpa dos problemas na sua cidade não é toda do presidente, do seu governador ou dos deputados. Eles também têm uma fina fatia de culpa, isto é fato, mas lembre-se do prefeito e dos vereadores.

O movimento tem que ser de baixo para cima. Gritar contra a PEC 37 é válido, mas, em Taubaté, por exemplo, seis professores da rede municipais são acusados de incitação à greve. O fator proximidade é essencial. Marchemos contra a Proposta, claro, mas devemos bater principalmente na porta da Prefeitura e perguntar o que se passa na saúde do município, que está na UTI.

Não é porque não sou professor que não lutarei pela classe; não é porque tenho convênio médico que não pedirei uma melhora para o SUS; não é porque não ando de ônibus que não irei me manifestar contra a passagem. É muito mais do que isso (lembra-se dos 20 centavos?). É pela sociedade e você, prezado leitor, faz parte dela.

O copo transbordou e a água se espalha. Somos a água e podemos escolher para onde vamos. Juntos por um caminho ou separados para vários?