>>> Em entrevista ao blog “Papo Sem Censura”, o presidente do PSDB de Pinda critica os veículos de imprensa que lançaram os rumores sobre a cassação do prefeito da cidade e fala sobre as expectativas para um possível julgamento do processo envolvendo Vito Ardito Lerário (PSDB)

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Boa parte da população de Pindamonhangaba entrou na noite do dia 11 de junho com a “meia-certeza” que voltaria às urnas em breve para uma nova eleição municipal. Tudo começou quando o jornalista Irani Lima, em seu blog, publicou que o TSE havia cassado o prefeito Vito Ardito Lerário (PSDB) e que um novo pleito seria realizado na cidade.

Outros veículos da região foram na “onda” do experiente jornalista e deram força à informação. Falsa, a notícia aos poucos começou a perder força, na medida em que outros veículos de imprensa foram trazendo o fato real: o processo que pode resultar na cassação de Vito foi encaminhado a julgamento. O que aconteceu no dia 11 foi uma decisão do ministro relator Castro Meira de enviar o caso ao colegiado do tribunal – leia aqui.

Dois dias depois do ocorrido, o blog “Papo Sem Censura” bateu um papo rápido com o presidente do tucanato local, Rafael Goffi, que falou sobre o caso. “Estamos por alguns anos vivendo em plena democracia, mas tudo tem seu limite, e as transgressões, quando dolosas, podem acarretar resultados”, afirmou ao se referir aos veículos de imprensa que publicaram os fatos inverídicos.

Na entrevista ele também falou em confiança na continuidade de Vito como prefeito da cidade. Leia:

Papo sem Como vocês encararam os boatos que surgiram na cidade, neste dia 11 de junho, sobre a cassação?

Rafael Goffi: Os boatos surgiram de um jornalista e de um site da cidade. Ambos propagaram notícias não verdadeiras. Pela nossa surpresa se trata de pessoas que têm elevada cultura, passando uma notícia à população totalmente inverídica. Porém, fica difícil saber qual foi à intenção. Queremos deixar claro que o Prefeito Vito Ardito continua Prefeito Municipal.

Papo Sem Censura: O partido estuda alguma medida legal contra os veículos de imprensa que fomentaram o rumor em suas mídias?

Rafael Goffi: Entendemos que os veículos de imprensa têm toda liberdade para divulgar a população todos os fatos ocorridos – seja no meio político ou em outros segmentos. Estamos por alguns anos vivendo em plena democracia, mas tudo tem seu limite, e as transgressões, quando dolosas, podem acarretar resultados.

Papo Sem Censura: Você esteve em contato com o prefeito e conversou com ele sobre a onda de boataria? Como ele encarou isso tudo?

Rafael Goffi: O prefeito Vito Ardito é um homem público, e admiramos sua inteligência e postura. Inclusive, atribuo o seu quarto mandato escolhido pela população de Pinda por essas qualidades. Sua maior surpresa foi pessoas esclarecidas que conduzem os veículos de comunicação cometerem inverdades. E os veículos de comunicação têm que ser confiáveis para não cair no descrédito da população.

Papo Sem Censura: O PSDB trabalha com a possibilidade de cassação do mandato do prefeito?

Rafael Goffi: O PSDB acredita que o Dr Vito Ardito ficará de quatro anos na sua gestão. Seis desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral tiveram o mesmo entendimento que o caso dele de 2004 não se enquadra na lei da Ficha Limpa. A Procuradora do Tribunal Superior Eleitoral, Dra. Sandra Curreau, e a Ministra Nancy Andrygui, também entenderam que o caso  não se enquadra na Ficha Limpa. Como estamos falando de desembargadores e ministros de alto conhecimento jurídico em matéria eleitoral, eles não podem ter julgado errado o caso do Dr. Vito Ardito. A oposição, Paulo Sergio Torino e Myriam Alckmin, que foi derrotada nas urnas, inconformada com a decisão dos eleitores de Pinda em eleger democraticamente o Prefeito Vito Ardito,  está tentando através de seus patronos reverter uma situação já consolidada pelos entendimentos dos desembargadores e ministros da Justiça Eleitoral.

Papo sem Censura: Para fechar, vocês trabalham como alguma previsão de quando o processo será julgado?

Rafael Goffi: Não temos previsão do julgamento. Estamos confiantes na justiça divina e dos homens, e entendemos que se Vito Ardito está na posição de Prefeito é pela vontade da população; e ele não cometeu nenhuma ilicitude que possa ensejar a anulação de seu registro.