>>> Votação terá dois turnos e na primeira rodada projeto do vereadores Felipe César foi aprovado por oito votos

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Depois de muita especulação ao longo do dia, o Projeto de Lei 01\2013, de autoria do parlamentar Felipe César, foi a voto na Câmara de Vereadores. Por oito votos favoráveis e três contrários, foi aprovada a proposta de aumento de 11 para 19 vereadores a partir da próxima legislatura (2017). Ainda haverá um segundo turno de votação, dentro do prazo mínimo de 10 dias.

Votaram favoráveis os vereadores Felipe César, Roderley Miotto, Carlos Moura “Magrão”, Professor Osvaldo Negrão, Professor Eric de Oliveira e Toninho da Farmácia, Marcos Aurélio e Ricardo Piorino. Foram contrários: Jânio Ardito Lerário, José Carlos Gomes “Cal” e Martin César.

Um dos vereadores favoráveis ao aumento, o tucano Roderley Miotto justifica. “Hoje, 11 vereadores é pouco. Quem trabalha tem muita demanda. Se você entrevistar outros vereadores, os atuantes vão falar a mesma coisa”, destaca. “É questionável o número de 19, sim. Mas, enfim, acabou ficando de 19 e como a maioria queria esse número, nós fechamos assim.”

Contrário ao aumento, Cal justifica: “O momento não é agora – a eleição é em 2016 e podemos votar isso até 2015. O projeto é constitucional, mas o momento de fato não é esse. Temos outros projetos prioritários para a cidade.”

Decisão política e ideológica

Em entrevistas ao blog, os vereadores Professor Osvaldo e Professor Eric deixaram bem claro que a decisão visa a quebrar a “panelinha” formada por parlamentares com muito tempo de casa.

“Na atual conjuntura é muito difícil quebrar o vício da Câmara. A força da máquina é forte. Nós que somos minoria não conseguimos desenvolver nossos projetos. Vamos ser bem sinceros, isso aqui hoje é uma grande panela e tem vereadores que não saem mais daqui”, afirma professor Eric.

“Pinda tem vícios eleitorais, que precisam ser rompidos. A população não frequenta a Câmara, não cobra seus políticos. Um político ou outro quer fazer a diferença, mas não consegue. Precisamos abrir para o surgimento de novas lideranças políticas”, avalia Osvaldo. “A Câmara não vai gastar mais. Mas precisamos ter mais vereadores, pois a briga política ela é saudável. Hoje temos uma Câmara morta, que ninguém discute muito – e a maioria permanece calada”, enfatiza Osvaldo.

O parlamentar prossegue: “A maioria sempre permanece, e permanece mandando. Precisamos acabar com a situação que a política só pode ser feita por quem tem dinheiro ou poder.” Questionado por este repórter se na vitória do projeto na primeira votação a maioria havia se tornado minoria, Osvaldo surpreendeu-se e respondeu: “Foi algo que fiquei espantado, pois não esperava isso (esse resultado). Eu acho que estamos tendo votos de protesto na Câmara e isso é muito interessante pra a sociedade.”