marina

Estamos entrando no sexto mês de 2013, mas o próximo ano está batendo à porta. Ao menos no palco da política. Em mais uma eleição presidencial que se avizinha, o cenário apontado é de uma nova polarização entre PT e PSDB. Dilma Rousseff é a candidata natural à reeleição, enquanto o grupo tucano vai deixar o pólo paulista de lado e aposta no mineiro Aécio Neves como o nome para o pleito.

Aclamado presidente da legenda em 18 de maio, Aécio turbinou ainda mais seu nome – apesar de ainda encontrar resistência dentro do próprio partido. No evento, realizado em Brasília, contou com representantes de legendas tradicionalmente aliadas do PSDB, como o DEM e MD – este chegou a flertar com o PSB para um possível apoio a Eduardo Campos.   Do outro lado, Dilma vai acomodando nomes estratégicos de partidos próximos, entre eles PMDB e PDT, em posições em seu governo. Seu último movimento pró-coalizão envolveu o PSD, um neo-aliado, com a nomeação do vice-governador de São Paulo, Afif Domingues, na Secretaria da Micro e Pequena Empresa.

Esse “gesto” da presidenta, trazendo o PSD definitivamente para dentro de seu governo, enfraquece ainda mais o projeto presidenciável de Eduardo Campos. Na mesma semana que Afif assumiu o novo cargo, Gilberto Kassab, presidente do PSD, aportou em Pernambuco, onde trocou dúzias de palavras Campos. Como principal prato servido na noite, Kassab confirmou que vai estar com Dilma em 2014. Como cogitou o ex-presidente Lula, de fato a candidatura de Eduardo ao Planalto vai perdendo fôlego e o projeto deve acabar ficando para 2018.

A última peça que falta para fechar o tabuleiro atende pelo nome de Marina Silva. Depois da expressiva votação obtida nas urnas em 2010, a ex-verde quer sustentar sua candidatura em uma nova plataforma: o Rede Sustentável. Tem percorrido o Brasil para colher assinatura e, em paralelo, luta para não sucumbir em uma pressão política que tenta minar a criação da nova sigla. Se o Rede Sustentável não vingar, resta saber se Marina entrará no jogo de 2014 por algum outro partido. Tem flertado com o MD, o que mudaria o cenário, principalmente para Aécio.

Até setembro – mês limite para as trocas partidárias – todos os movimentos devem ser observados com muita atenção. Uma eleição com Marina e/ou Eduardo é bem diferente de um pleito sem um desses nomes. Enquanto o PT torce e trabalha para evitar mais de dois candidatos fortes, o PSDB faz esforço no sentido contrário na tentativa de pulverizar os votos no primeiro turno.

(Artigo publicado na edição de junho da Vitrine Revista)