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Ex-governador de Minas Gerais e atual senador, Aécio Neves é o presidenciável do PSDB para 2014. Isso é sabido há muito… Porém, o que ainda está clareando é quem será de fato base de apoio ao tucano. Neste sábado, 18, aconteceu em Brasília a convenção nacional do partido, que levou Aécio à presidência da sigla – um caminho natural para fortalecer sua rede, ainda mais diante do cenário que ainda encontra.

A falta de unidade dentro do tucanato tem sido o principal ponto de preocupação dos articuladores da candidatura de Aécio, entre eles FHC. No evento deste sábado, José Serra chegou atrasado.  Em seu discurso – o único não feito de improviso – Serra “macronizou” 2014, afirmando que a oposição precisa estar unida. Em nenhum momento, no entanto, fez referências a Aécio.

Para ajudar, ainda apimentou o cenário, ao dizer: “(…) quem quiser saber o que penso tem só uma fonte confiável: eu mesmo. E conto com lealdade recíproca.”

Os ares de esperança para Aécio ao deixar a convenção concentravam-se nas presenças de lideranças do MD, como o presidente Roberto Freire, e do DEM. O primeiro, que é resultado da recente fusão de PPS e PMN, chegou a flertar com a candidatura do PSB Eduardo Campos. Agora parece pender para a canoa tucana. O segundo cogitou candidatura própria no primeiro turno em 2014. O nome era Demóstenes Torres – que sucumbiu no caso de envolvendo com Carlinhos Cachoeira.

Depois de garantir um “pré-apoio” de duas siglas tradicionalmente aliadas, Aécio tem pela frente a tarefa mais difícil: garantir um apoio mais robusto dentro de seu próprio partido.