>>> Inflação fora de controle, economia dependente do petróleo e capacidade de abastecimento estão entre os principais desafios de Maduro

nicolas

Em seus 14 anos no poder da Venezuela, desenvolvendo o que autodenominou de “Revolução Bolivariana”, Hugo Chávez foi reeleito pela sexta vez no final de 2012, vencendo Henrique Capriles. O destino permitiu que Chávez assumisse seu novo mandato, mas não conseguiu cumpri-lo. Faleceu, vítima de câncer, em 5 de março deste ano.

Nicolás Maduro assumiu o poder interinamente e embarcou como candidato de seu antecessor na disputa da nova eleição Venezuela, encerrada na última segunda, dia 15 de abril. Nas urnas, venceu o mesmo Capriles, numa diferença apertada de 234.935 votos (7.505.338 votos, contra 7.270.403). O oposicionista Capriles pediu recontagem dos votos. Mas, avaliam cientistas políticos mundo a fora, a vitória de Maduro será consolidada.

O sucesso de Chávez vestiu a faixa de presidente nesta última sexta-feira, dia 19. Apesar de ser o reflexo da estrutura chavista, a vitória apertada de Maduro mostra que ele não terá vida fácil pela frente. E o próprio sabe dessa realidade. O chavismo já vinha perdendo sustentação popular nos últimos anos, apesar de ter levado a Venezuela a uma nova posição – inclusive internacional. Internamente, a minimização das desigualdades sociais foi a principal bandeira do governo de Hugo

Porém, era necessário avançar na pauta. E isso não aconteceu. Portanto, alguns problemas graves voltam a ganhar foco e cairá sobre Maduro a responsabilidade de resolvê-los. Entre alguns pontos está a inflação do país, que supera a casa dos 25%. Para conseguir reduzir efetivamente esse número, Maduro terá que atacar um outro problema, a baixa capacidade de abastecimento, principalmente no setor alimentício. Outro desafio importante para o novo presidente será a diversificação da economia, hoje ainda extremamente dependente do Petróleo.