Na conturbada fase de formação do secretariado de Vito Ardito Lerário, tucano que voltou à prefeitura de Pindamonhangaba este ano, o vice-prefeito Isael Domingues tentou encaixar os “dos seus” na administração. Tentou daqui, dali, até ouvir do prefeito: contente-se em ser vice. O PV, partido do vice, entrou no primeiro ano de gestão com dúzias de cargos a menos do que previsto no período de formação da coligação.

Passado dois meses, a administração tucana iniciou uma série de restruturação, com a saída de Kennedy Flores Campos de Obras e Serviços, e também as quedas dos secretários de Administração e de Saúde, José de Alencar Lopes Júnior e Edson Mergulhão, respectivamente.

A vaga do segundo, como descrito pelo blog em 27 de fevereiro, deveria cair nas mãos de Isael. Como aconteceu. O vice, e agora também secretário, assumiu a Saúde da cidade em 18 de março. Trata-se de uma área delicada, como todos sabem. Isael terá trabalho, pode até dar jeito na saúde, mas politicamente está fadado ao anonimato.

Se conseguir dar uma sobrevida ao setor, os méritos cairão todos nas mãos do prefeito. Como sempre aconteceu. É perfil. Vito é centralizador, inclusive nos louros da conquista. Agora, se continuar tudo no pé que está, Isael sairá naturalmente queimado.

Além do mais, rumores que correm pelos bastidores da política indicam: “Era preciso dar um cargo ao Isael. Antes tê-lo ocupado com alguma secretaria, do que percorrendo a cidade e falando, falando, falando…”