>>>  Estudo feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social mostra que 2,5 milhões de brasileiros ainda vivem abaixo da faixa de miséria extrema

Quando aportou no Planalto no início de 2011, a presidenta Dilma Rousseff reafirmou um dos principais objetivos de seu governo, incessantemente abordado durante a eleição de 2010: erradicar a pobreza extrema no Brasil.

Para atingir seu foco, além de ampliar programas já existentes, como o Bolsa Família, Dilma lançou em meados de 2011 o Brasil sem Miséria – programa com o qual espera cumprir sua promessa até o fim de 2014. Em uma avaliação feita à época, veio a vitrine o cálculo de 800 mil famílias vivendo abaixo da linha da pobreza, ou seja, em codificação de extrema miséria.

De lá para cara, 791 mil famílias foram cadastradas em programas sociais.

Agora, o Ministério do Desenvolvimento Social resolveu colocar na mesa novamente os dados finais do Censo 2010 e as informações do Cadastro Único. Descobriu-se, então, que o rombo é ainda maior: 2,5 milhões de pessoas ainda vivem com menos de R$ 70,00 – meta mínima estipulada pelo governo. Ou seja, mais do que o dobro de famílias identificadas pelo governo há dois anos.

Segundo Tiago Falcão, responsável pela superação da miséria no Brasil, dentro da pasta de Desenvolvimento Social, os trabalhos serão intensificados e a expectativa é de que, até o final de 2013, essas 2,5 milhões de pessoas estejam cadastradas em programas sociais. E as prefeituras terão papel fundamental no processo, pois terão que ir atrás dessas pessoas. “A presidente já nos indicou que precisamos acelerar o processo”, conta Falcão.

Enquanto tenta garantir uma vida política mais tranquila no Congresso e Senado, Dilma ainda tem que administrar as surpresas das falhas em cada nascer do sol.