>>> Título de Isabel no carnaval do Rio foi merecido e sacode o “interior” da experiente carnavalesca Rosa Magalhães. Resultado final surpreende apenas com a Grande Rio entre as seis melhores


O galo cantou até o sol raiar na quarta-feira de cinzas na quadra de Vila Isabel. Desde 2006, quando cantou a América, que a escola de Noel e Martinho não sentia o gostinho de levantar o troféu do carnaval carioca. E foi falando do homem do campo, de forma poética, que a escola voltou ao topo.
Desde a elaboração do tema até a concepção plástica da escola, entre alegorias e fantasias, o trabalho de Rosa Magalhães, a carnavalesca mais vitoriosa do Rio de Janeiro, foi perfeito. Doze anos depois de seu último título, ainda na Imperatriz, Rosa volta ao seu lugar. Sai renovada do carnaval e entendendo que ainda tem muito o que fazer por ele. Bom para nós – espectadores.

O samba de Martinho da Vila, Arlindo Cruz e CIA é um tema a parte. Foi classificado por Rosa como um dos “fios” mais importantes para a conquista do carnaval. O samba foi reconhecido pela carnavalesca. Pela comunidade. Pela Sapucaí, que cantou junto. E pela crítica. Definitivamente, apesar de um 9.8 do jurado Bruno Rodrigues, o samba da Vila era o mais poético. Ao lado do hino da Portela, o melhor do carnaval 2013.
A escola gabaritou em Harmonia, Conjunto, Mestre Sala e Porta Bandeira e Evolução. Levou um 9.8 em Enredo e dois 9.9 em Comissão de Frente, perdendo 0.1 neste quesito. Em Alegorias e Adereços, foram três notas 10 e um 9.6 – descartado. O ponto fraco da Vila foi – curiosamente – a Bateria, onde levou um 10, dois 9.9 e um 9.8, perdendo seus outros 0.2, somando 3 décimos descontados em todo seu carnaval. Em Fantasia ainda teve um 9.9, que foi desconsiderado.
Com um carnaval quase perfeito, a Vila se superou – e fez, sem dúvidas, o melhor desfile de sua história. Nos braços da comunidade, Rosa supera os problemas internos e deve seguir à frente da escola. E que Martinho e Arlindo sigam em parceria e mais um belo samba seja nos brindado em 2014.
De resto…
A Beija-flor também era favorita, ao lado da Vila. Mas não foi perfeita tanto quanto. A Tijuca cometeu falhas pequenas, mas que dentro de um carnaval de alto nível, tornam-se impactantes. A Imperatriz volta ao alto nível, cantando o Pará, e o Salgueiro, apesar de decepcionar com um carnaval convencional, o que foge à sua cara, garantiu vaga entre as seis mais.
Triste apenas ver a Grande Rio, com um enredo separatista, voltar ao sábado das campeãs. Não merecemos ver tal “proposta” ser cantada novamente. Assim como já disse anteriormente, à Grande Rio, o meu silêncio.

Link relacionado: A magia do samba e o favoritismo de Isabel

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