Ter o PMDB como principal aliado em uma corrida eleitoral pode ser fator positivo, afinal o partido, mesmo com seus problemas internos, ainda têm muitos aliados e simpatizantes em diversos cantos do País. Porém, entender a reorganização do cenário político também é fundamental em ano pré-eleitoral.

O crescimento do PSB no número de prefeituras em 2012 e a visibilidade crescente de Eduardo Campos no cenário nacional fazem da sigla uma importante carta na disputa do próximo ano. Cansado dos poucos agregadores DEM e PPS, o PSDB tenta se aproximar de Campos e de seu cada vez mais robusto partido.
O pernambucano, no entanto, é amigo pessoal de Lula, tem “simpatia” por Dilma e hoje seu partido ocupa espaço, mesmo que ainda pequeno, na estrutura do governo federal.

Se não sair como terceira via na disputa do próximo ano, Campos deve fechar com Dilma. Mas, para isso, quer ser vice na chapa. Por isso, Dilma está aplaudindo, mesmo que discretamente, o racha interno vivido pelo PMDB na disputa pela liderança da Câmara dos Deputados.

Rachado, o PMDB pode seguir apoiando Dilma, mas, como acontecia com Lula, sem a formalidade e as exigências de um parceiro de peso. Ter o PMDB com apoio genérico pode ser vantajoso, ainda mais agora que Dilma tem um partido com mais robustez e unicidade, o PSB, para negociar.