>>> BBB não passa de um programa de entretenimento, sazonal, que garante altos índices de ibope e gera lucro à empresa detentora de sua exibição. É, portanto, um produto legítimo…
 
 
 
 
Acho simplório começar um artigo de opinião com uma justificativa. Mas o assunto me proporciona preguiça e como o espaço é meu, assim o faço: não acompanho o Big Brother Brasil. Motivos? Nada tão especial, apenas não gosto do formato e no horário que o programa vai ao prefiro ver um filme pornô. Quem assiste poderia explanar sobre o que os motiva a sentar na poltrona, sofá, pufe, sei lá, e ver/ouvir o Pedro falando Bial.
 
Depois dessa piadinha péssima e com tom de preconceito, vamos ao que interessa: analisar o BBB. Em sua edição de número 13 (não coloquei décima terceira pelo triste fato de não achar o símbolo de numeral no teclado), o programa de verão da Globo deixou de ser um fenômeno, como no início dos anos 2000. Mas continua sendo o BBB. Com cara, tronco e membros inferiores. 
 
Tirando mudanças pontuais, é o mesmo. Tem seu ápice às terças, é curto às quartas e mais quente no domingo, quando se define o paredão. Não, eu não acompanho. Não voto. Mas já assisti, vez ou outra dou uma “espiadinha” e sei que o formato continua o mesmo. Estou errado?
 
A Globo aposta em algumas ideias novas, como trazer participantes das antigas e proporcionar um burburinho no público. E o público gosta.
 
Porém, acima de formato e novidades pontuais, o BBB é definitivamente um programa que pegou. Ele não é nada diferente de Gugu, Faustão e Silvio Santos, que estão no ar desde que Cabral encomendou as primeiras TVs ao revolucionário Chateaubriand. Gugu já teve “banheira”, o Silvio pega nos peitos das convidadas e as bailarinas do Faustão – “só por Deus” em alguns domingos. Até na “baixaria” o BBB é igual aos “clássicos” da TV e aos pornôs que assisto. Com algumas diferenças pontuais…
 
O BBB vai ao ar como um programa de entretenimento. Ele não se vende como um produto “cult” como muitos cidadãos se fazem para justificar o “não” assistir ao programa. Não gosta: muda de canal. Desliga a TV. Vai ler um livro. Ver um filme. Reprises no Viva. Ou, como diz o sábio professor Gretz: existem apenas duas formas de liberar endorfina_ fazendo sexo ou caminhada. Como tem coisa que muita gente não anda fazendo, vai todo mundo caminhar na hora do BBB…
 
Goste ou não, o BBB é tão legítimo quanto o direito de cada um em pegar o controle, mudar o canal ou desligar a TV… É, novamente e portanto, igual a qualquer outro programa televisivo.