Perder ou ganhar faz parte do jogo da vida. Isso em qualquer situação. Inclusive na política. O que deveria também fazer parte, seja nos momentos de vitória ou de derrota, é a capacidade da auto-crítica.

Porém, essa não parece ser uma das características do tucano José Serra. Semanas depois de ser degolado no segundo turno de São Paulo pelo petista-poste Fernando Haddad, Serra disse a um interlocutor que sua derrota tem justificativa, sim. Culpou a impopularidade da gestão de Gilberto Kassab, que o apoio desde o primeiro turno.

Amigo de Kassab até a página 2, Serra não consegue perceber que antes de apontar o dedo para o “aliado-fanfarrão”, deveria avaliar o quanto impopular ele, Serra, tornou-se ao longo dos últimos anos.