>>> PSDB sabe dos riscos e das consequências de não emplacar seus candidatos em São Paulo e São José dos Campos e deve partir para ofensiva nas duas semanas finais.

Nos próximos dias, não arrisque-se a dizer perto dos redutos tucanos em São Paulo e São José dos Campos que 2014 está logo ali. Só de pensar que faltam apenas dois anos para as próximas eleições, sem nem mesmo ter chegado o pleito de 2012, é motivo suficiente para fazer qualquer membro do PSDB arrepiar os cabelos.

O partido está há mais de 20 anos no governo do Estado e não pode, nem em pesadelos, pensar em perder o comando do Palácio dos Bandeirantes. Porém, o tucanato sabe o quanto as eleições municipais podem refletir nas disputas federal e estadual dois anos depois. E isso explica tamanho calafrio do partido.

Em São Paulo, José Serra patina nas pesquisas e luta para salvar um segundo turno com o hoje favorito Celso Russomanno, do PRB. O tucanato sabe ainda dos riscos de Serra escorregar ainda mais e ver Fernando Haddad, do PT, chegar ao segundo turno com Russomanno, repetindo o que aconteceu em 2008, quando Geraldo Alckmin viu Marta Suplicy e Gilberto Kassab chegarem ao segundo turno.

Porém, há uma simples diferença entre 2012 e 2008: quatro anos atrás, Kassab venceu a eleição e, de uma forma ou de outra, manteve o PSDB na prefeitura de São Paulo. O prefeito, hoje líder do PSD, colou o partido à causa José Serra – e agora vê os riscos de afundar no barco tucano. Kassab, entretanto, está bem amarrado com o PT na esfera federal. Pior mesmo para o PSDB, que não vai nem com a lata do PT. Muito menos com a do PRB.

Outro reduto tucano importante que as pesquisas apontam que pode diluir nas urnas em 7 de outubro é São José dos Campos. Por lá, o domínio do PSDB dura duas décadas, desde a primeira eleição de Emanuel Fernandes, em 1996, seguido pelos dois mandatos de Eduardo Cury. Agora, Carlinhos Almeida (PT), segundo pesquisas Ibope, lidera com folga e pode vencer ainda no primeiro turno.

Perdendo o poder em São Paulo e São José dos Campos, o PSDB terá que iniciar uma dura batalha nos próximos dois anos para não permitir que tais derrotas reflitam nas urnas da disputa pelo governo do Estado em 2014.
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