>>> Presidente do TSE, Carmén Lucia, confirma elevado número de processos e admite que nem todos os casos de impugnação serão julgados pelo tribunal superior antes das eleições. Veja como funcionará a contagem dos votos sub judice


Em período de eleição, um dos personagens que ganham mais destaque é o “boato”. Praticamente uma onda de rumores permeia os debates e as propostas dos candidatos. E, para este ano, um novo fator coloca mais pimenta nessa receita: a Lei da Ficha Limpa. Aprovada em 2010, ela passa a valer nas eleições deste ano e já deixa muita gente com a pulga atrás da orelha.
Um levantamento feito pela Folha de S. Paulo mostra que, nos 26 estados brasileiros, 317 candidaturas já foram barradas pelos TREs até agora. E esse número deverá aumentar, uma vez que ainda existem casos tramitando em 16 TREs. Condenados nos tribunais regionais, os políticos podem recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral)
Dos 317 nomes considerados ficha suja pelos TREs até agora, o PSDB lidera a lista, com 56 condenações, seguido pelo PMDB, que tem 49 políticos na malha fina. O PT vem na oitava colocação, com 18 políticos. Os partidos com menor número são PTC, PSOL, PSDC e PHS, com apenas um caso cada sigla.
Desse número total de condenados, 53 encontram-se no Estado de São Paulo, que fica atrás apenas de Minas Gerais, com 54 casos. Os Estados com menos condenações são Tocantins, Acre e Amazonas, com apenas um caso cada.
Condenados no TRE disputarão às eleições?
A presidente do TSE, Cármen Lucia, afirmou que o tribunal não terá condições de julgar todos os recursos impetrados antes das eleições, em 7 de outubro. Dessa forma, os candidatos condenados no TRE, mas com recurso no TSE, terão os votos computados; porém, os mesmos serão mantidos sub judice.
Sendo assim, um candidato condenado no TRE, mas com recurso no TSE, será considerado vitorioso nas eleições, mas sua vitória ficará sub judice. Absolvido pelo TSE, poderá assumir a cadeira de vereador ou de prefeito em 1° de janeiro. Caso o tribunal superior o condene, o segundo colocado nas urnas (em caso de prefeito) ou o suplente (no caso de vereador) assume o posto.