>>>  Apesar de Carlinhos Casé, do PT, ter sobressaído em grande parte do debate da TV Band, propostas apresentadas pelos candidatos presentes ainda são infundadas e pouco palpáveis. Vito Ardito Lerário não comparece novamente.

O primeiro debate televisivo dos candidatos a prefeito de Pinda, realizado pela TV Band Vale, apresentou poucas novidades em relação ao que foi visto no embate da Rádio Difusora – duas semanas atrás. Entre as diferenças, podemos apontar a presença do candidato Gugu Mello, do PSDC, que não compareceu ao debate da rádio. Outro ponto foi a participação mais efetiva dos jornalistas, que fizerem perguntas incisivas e relevantes – o modelo do debate, diferentemente da Difusora, permitiu uma participação mais enfática dos profissionais.

De igual, o debate apresentou as presenças de Paulo Sérgio Torino, do PMDB, e Carlinhos Casé, do PT. A ausência do candidato Vito Ardito Lerário (PSDB), que ainda tem sua situação sendo analisada pela justiça, também se repetiu. A falta do tucano, no entanto, foi citada apenas três vezes, sendo duas delas pelo mediador e uma quando Torino tentou emplacar uma pergunta a Casé sobre o tema. O petista optou por seguir em outra linha e disse que preferia falar sobre a cidade.

Um dos temas centrais discutidos foi segurança pública. Casé falou sobre a instalação de câmeras de vigilância, enquanto Torino afirmou que pretende monitorar as entradas da cidade com portais e ruas mais iluminadas. Gugu Mello disse que é preciso uma guarda municipal mais forte e preparada – posição reforçada por Torino posteriormente.

O debate, no entanto, foi carente de temas como educação, cultura e sustentabilidade. Falou-se muito em conchavos partidários e rompimento de PT e PMDB. Porém, quando o assunto era o futuro do município e os planos de governo, pouco se explorou.

Abaixo, o blog preparou uma breve avaliação da participação de cada candidato no debate:

Carlinhos Casé (PT): Surpreendeu ao apresentar uma postura firme e com respostas objetivas. Ainda revela certo despreparo para debates, principalmente no que diz respeito ao tempo de resposta e ao uso demasiado de gerúndios. Precisa articular melhor suas falas, para conseguir ser mais assertivo nas colocações, sem estourar o tempo. Ainda assim, mostrou-se superior aos demais candidatos e parecia ter foco ao fugir de embates sobre o a ausência de Vito. Como ponto fraco, falhou ao citar o slogan da campanha de Torino e repetiu de forma muito insistente o fato de ser nascido em Pindamonhangaba. Isso é relevante. Mas tem limite.

Gugu Mello (PSDC): Como era de se esperar, Gugu quebrou a monotonia dos discursos que marcam Casé e Torino. Com seu jeito debochado, vezes com argumentações interessantes, soube deixar o seu recado. Peca pelo fato de conhecer pouco de administração pública, mas fala da cidade com vontade. Mostra um envolvimento com o município, que se reduz nas falas de Casé e, com mais clareza, nas de Torino. Elogiou e criticou as administrações passadas e foi muito feliz ao dizer que a política perdeu seu romantismo e hoje os políticos comemoram o triste fato de possuírem debaixo de suas asas coligações com dez partidos. Situação que, de forma antecipada, revela um sucateamento da prefeitura na distribuição de cargos em um possível governo eleito. No entanto, mostra despreparo para assumir uma administração.

Paulo Torino (PMDB): Esperava-se mais do candidato. Sem a presença de Vito, Torino poderia ter nadado de braçada no debate. Claramente mal informado em alguns temas sobre o município, chegou a ser sufocado por Casé e Gugu em determinados momentos. Mostrou vasto conhecimento quando falou de qualificação profissional, área que atua há 25 anos. No entanto, foi infeliz ao dizer que Paulo Skaf ajudará a trazer mais indústrias para a cidade – dando um tom de “amiguismo”. Também não precisava afirmar que sua candidata a vice-prefeita, Myriam Alckmin, é sobrinha do governador e, por isso, teria mais facilidades junto ao governo estadual. Afinal, se Pinda continuar dependendo de pessoas como Geraldo, continuaremos sem grandes avanços – vide o fato de Alckmin estar ligado ao governo de SP desde os anos 90.

 Vito Ardito Lerário (PSDB): Ainda resolvendo problemas judiciais, segue ausente dos debates.