Está nas mãos da Advocacia-Geral da União um projeto da presidenta Dilma Rousseff para que os critérios aplicados pela Lei da Ficha Limpa sejam também válidos para a nomeação de cargos de confiança no governo federal.  A lei original determina que políticos condenados em segunda instância na justiça ou em órgãos colegiados, e também aqueles que renunciaram para evitar uma cassação ou tenham sido cassados, percam os direitos políticos por oito anos.

A proposta de Dilma é semelhante aos projetos de Ficha Limpa Municipal, que estão sendo aplicados em alguns municípios brasileiros. Para não entrar em choque com a Lei da Ficha Limpa, voltado aos cargos eletivos, os projetos municipais são destinados para regulamentar a nomeação de secretários, diretores e assessores.

Na esfera federal, a presidenta pretende que a lei seja aplicada aos cargos de ministros e presidentes de estatais e autarquias.

O posicionamento de Dilma deveria servir de exemplos aos prefeitos e governadores – de quem deveria partir a proposta de fichas limpas locais. A maioria está tendo origem no Legislativo.