Quem disse que todos os brasileiros vibram cada vez que um novo feriado é criado? Setores como comércio e indústria sentem os efeitos negativos da decisão. Principalmente pelos encargos trabalhistas que essas decisões acabam refletindo.
Para expressar o descontentamento, o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, por meio de sua regional de Taubaté, e a ACIT, associação comercial da cidade, enviaram uma nota oficial à imprensa colocando-se contrários à decisão.
O documento já foi sancionado pelo prefeito Roberto Peixoto, estabelecendo o dia 5 de dezembro como feriado municipal. “As empresas industriais, comerciais e prestadoras de serviços programam suas ações operacionais, com larga antecedência, dentro de calendários, inclusive municipais, pré-estabelecidos”, diz trecho da nota, que segue:   A imposição de mais um feriado acarreta inúmeras dificuldades e custos adicionais aos seus processos.
No final da nota, há um “Q” de desabafo: “Mais uma vez aqueles que deveriam pautar pelo resguardo dos interesses dos que geram emprego e renda, tomam medidas prejudiciais ao desenvolvimento, no entendimento de que as empresas podem, como sempre, absorver os custos de medidas em que não são chamadas a opinar.”
Prossegue: “Taubaté é uma terra de desenvolvimento, merece ter a comemoração de todas as datas que sejam necessárias, desde que se cumpram os limites legais, usando o bom senso. Cabe ao poder público realizar um profundo estudo da viabilidade real dessas ações, principalmente no que diz respeito ao seu prazo de aplicação, levando em conta os possíveis prejuízos causados à economia e ao desenvolvimento local.”
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