Aldo Russi. 59 anos. Pai de um casal. Avô. Trabalhador. Um cidadão brasileiro com um simples sonho: “Viver de bem com a vida”.

Na noite desta segunda-feira, dia 21, enquanto tentava estacionar seu carro na Avenida Albuquerque Lins, região central de Pinda, foi surpreendido por duas mulheres.

Ao tentar sair com o carro, Aldo foi atingido na cabeça por um tiro. O carro seguiu em frente e ainda bateu em um muro.

Aldo Russi. 59 anos. Deixa um casal de filhos. Deixa netos. Um cidadão brasileiro que tinha um simples sonho: “Viver de bem com a vida”.

Em que Pindamonhangaba vivemos?

A cidade da “qualidade de vida” em tempos de campanha, agora ganha status de “medo”…

Os assaltos e roubos são cada vez mais frequentes. Os crimes? Cada vez mais hediondos. É pessoa encontrada morta em quarto de hotel, assassinato violento no trânsito, tiros em portas de estabelecimento comercial que fazem vítima fatal, brigas de vizinhos que acabam em caminhos sem volta.

Em que Pindamonhangaba vivemos?

Estariam as autoridades locais atentas? Afinal, os alertas estão vindo no custo de vidas…

Os moradores do Lessa, como uma comunidade organizada e em um movimento legítimo, conseguem reunir no plenário da Câmara de Vereadores representantes de diversos poderes na cidade, como Executivo, Legislativos, polícias militar e civil, entre outros.

Enquanto debatem a segurança no Lessa (repetindo, um ato legítimo), o restante da cidade está exposta.

Enquanto o Poder Legislativo fala de segurança em sessões ordinárias e o Executivo se prontifica a participar de audiências públicas sobre o tema; e o governo do Estado é apontado como um dos culpados, pois falta investimento na polícica (fato também): é preciso mais homens, é preciso mais carros… A população segue como vitrine!

Pinda não tem um “mísero” centro público de reabilitação para usuários de drogas…

Na mesma medida em que abandona seus jovens, Pinda (des)constrói seu futuro. Ao seu presente, vê implantado na população a sensação de medo.

Uma cidade que sonha em ser grande… Mas que, antes de colher todos os louros do desenvolvimento, já convive com as mazelas dos grandes centros.