Nos próximos meses duas importantes mudanças ocorrerão nos ministérios do governo federal. Uma delas pode acontecer nos próximos dias, para sermos mais específicos. Levado em banho-maria pela presidente Dilma Rousseff, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, sabe que deixará o cargo cedo ou tarde.

Com o nível de denúncias sobre sua gestão à frente da pasta aumentando dia a dia, Lupi trabalha com a hipótese de que o cedo pode chegar bem antes que o tarde.

Pré-candidato do PT para disputar a prefeitura de São Paulo em 2012, Fernando Haddad, hoje ministro de Educação, entregará a pasta em janeiro, durante a reforma ministerial que Dilma articula para o primeiro mês do próximo ano.

Hoje pré-candidato do PMDB ao pleito da capital paulista, Gabriel Chalita em breve terá que decidir estando diante de uma proposta tentadora: abandonar a corrida “prefeiturável” e aportar no ministério da Educação. Chalita já recebeu tal convite antes mesmo de Haddad ser transformado por Lula no pré-candidato único do PT em São Paulo. Num primeiro momento, recusou o convite.

Agora, com o cenário mais claro, terá novamente a proposta em mãos. No sistema pegar ou largar. Uma pessoa próxima ao hoje deputado garante: “Ele sempre quis o ministério da educação”. Sendo assim, deverá aceitar o cargo.

Porém, além de abrir mão de uma candidatura própria em São Paulo, o PMDB será levado para outra proposta: abrir mão também do ministério da Agricultura. Hoje comandada pelo pemedebê Mendes Ribeiro, em licença médica, a pasta deverá cair nas mãos do engenheiro agrônomo Osmar Dias, do PDT.

Resumindo a lambança: O ministério da Educação, hoje liderado pelo PT, passaria para as mãos do PMDB, que perderia a Agricultura para o PDT. Para não sair em desvantagem ministerial, o PT tentaria encaixar um dos seus na pasta do Trabalho. E que tal uma mulher, para dar um outro “ar” para o ambiente?