Depois de ver o governo tucano envolvido em um suspeito caso de compra de emendas parlamentares na Assembleia Legislativa do Estado de SP, o governador Geraldo Alckmin se aprontou em lançar um pacote de medidas para aumentar a transparência de sua gestão. Foi ao palco ações como a criação de um Portal da Transparência, a edição de um Código de Ética da Alta Administração Pública e o processo de cadastramento de ONGs que pretendam firmar convênios com o governo.

Tudo parece belo num primeiro olhar. No pacote anunciado, porém, Alckmin deixou de lado “apenas” um artigo de extrema relevância: o “Ficha Limpa”.

O governador tucano chegou a considerar incluir a medida no seu “pacotão transparência”. Esquecera apenas que um de seus nomeados, o ex-prefeito de Taubaté, Bernardo Ortiz, acomodado no comando Fundação para o Desenvolvimento Escolar (FDE),  é encrencado com a justiça em segunda instância.
Diante disso, Alckmin decidiu levar à gaveta tal ferramenta de transparência. Sem dúvidas, a mais eficaz delas…

No comando da FDE, Ortiz gere uma pasta onde circula orçamento anual de 2,5 bilhões de reais. Já recebeu da Comissão de Fiscalização e Controle da Assembleia Legislativa de São Paulo dois convites para detalhar os trabalhos da Fundação. Não atendeu nenhuma das convocações. Tão pouco mandou representante.

Na balada que vai, o pacote de transparência de Alckmin vai ao banco das “pseudotransparências”. Vale lembrar que na primeira gestão de Alckmin no governo paulista, de 2001 a 2006, 69 CPIs foram à gaveta da Assembleia Legislativa.

Em paralelo, o tucanato põe em prática medidas de censura à imprensa, que tanto abomina em seus discursos.

Entre outros casos, forças ocultas do governo de Minas Gerais, na gestão de Aécio Neves, derrubaram o jornalista Jorge Kajuru da TV Band. A colunista Maria Rita Kehl foi demitida do jornal Estado de S. Paulo depois de publicar um artigo, em 2010, “legitimando” o voto da classe que recebe o Bolsa Família.  Neste ano, o jornalista Ricardo Gomez foi demitido da Empresa Jornalística Folha Metropolitana depois de publicar matérias investigativas que apontavam suspeitas de prática de nepotismo na Secretaria de Estado da Energia, sob o deputado licenciado José Aníbal (PSDB).

E assim segue o governo tucano… E em todas as esferas!