Barrichello será piloto da Renault

Muitos podem considerar o título deste artigo ousado. Primeiro por não haver nenhuma definição entre Rubens Barrichello e a equipe Renault. Consequentemente, pelo fato de na Fórmula 1 todos os passos serem bastante incertos. Enquanto não estiver “preto no branco”, nada pode ser dito com 100% de garantia.

A ideia aqui, no entanto, não é garantir nada. Nem mesmo dar furo de reportagem. Afinal, não tenho em mãos nenhuma informação passada por alguma fonte. Certa vez, durante um congresso de jornalismo, Juca Kfouri fez uma afirmação bastante curiosa e, no meu ponto de vista, verdadeira: “O jornalista não precisa, necessariamente, de uma fonte para fazer conclusões sobre um fato. Mais do que tudo, o jornalista precisa saber observar!”

Sobre o futuro de Barrichello na Fórmula 1, o caminho parece ser mesmo o de observar o cenário da categoria para 2012. Segundo corre pela imprensa europeia, com muita força, diga-se de passagem, Kimi Raikkonen já fechou com a Williams. Volta à categoria depois de dois anos no WRC. Campeão mundial pela Ferrari em 2007, o finlandês deixou a F1 com baixo crédito, devido ao envolvimento com as noitadas e farras regadas de bebidas.

Porém, Raikkonen ainda é um piloto “jovem”, capaz de ajudar a Williams tanto dentro da pista (fator que Barrichello também tem), como fora dela, atraindo patrocinadores de peso (nesta questão, Rubinho perde feio). Em uma entrevista há um mês, Barrichello afirmou que, se fosse preciso, conseguiria patrocinadores para a Williams. Já deveria ter feito. Dormiu no ponto…

Também não podemos dizer que Barrichello não tem nenhuma característica positiva para “vender” no mundo da F1. Em sua 19ª temporada, Rubinho é um piloto experiente, com capacidade conhecida e reconhecida no desenvolvimento e acerto de carro, e, apesar da experiência e dos longos anos na pista, ainda motivado – para alguns um eterno sonhador. Visão que discordo.

Recentemente, o brasileiro se aproximou da Renault. Conversou com o time e se colocou à disposição para negociar. Nesta semana, o médico do piloto polonês Robert Kubica afirmou que o piloto precisará de mais alguns meses para se recuperar totalmente e ter condições de pilotar um F1. Afirmou ainda que o piloto não recuperou totalmente os movimentos do pulso e fugiu dos questionamento sobre seu desempenho: “ainda é cedo para afirmarmos se ele será rápido como antes.”

Com as portas fechadas em Grove, Rubinho deve mesmo focar seu desempenho fora das pistas na negociação com a Renault. Neste fim de temporada, a inconsistência (inexplicável) de Vitaly Petrov, que já está em seu segundo ano na categoria, e a falta de resultados de Bruno Senna (justificável até certo ponto, já que ele assumiu o carro nas etapas finais da temporada), fizeram acender o sinal de alerta dentro da Renault. Boulier, chefe da equipe, está mais certo do que nunca de que precisa de um piloto experiente em um de seus carros.

Dos que estão na ativa na Fórmula 1 hoje, Barrichello reúne as melhores características: experiência, velocidade e motivação.

Se ainda não assinou nada, em breve Renault e Rubens devem colocar preto no branco.