No post do dia 21 de setembro, “Pinda: Eleição pode polarizar entre Vito e Torino”, o repórter deste blog trouxe a expectativa de como deve se compor o cenário para a disputa “prefeiturável” em Pinda no próximo ano.

No final do artigo foi abordado o problema de liderança política enfrentado pelo PPS, que, nos últimos oito anos, acompanhou suas potenciais lideranças serem minadas politicamente, como o Secretário de Esportes Tayoba, ou perderem força, como a vice-prefeita Myriam Alckmin, que foi “duramente” derrotada por Vito Ardito na disputa estadual em 2010.

A saída apontada no post citado seria uma coligação com o PMDB, em apoio a Torino. Porém, sem força, o PPS teria que se submeter à posição de coadjuvante na chapa, o que representaria um contradição para uma legenda que atualmente está no poder. Isso se daria pela proximidade e negociações avançadas entre PMDB e PT, o que deve resultar em Carlinhos Casé (PT) como vice na chapa de Torino.

Por isso, o prefeito João Ribeiro estaria articulado uma forma do PPS se manter, com um pouco mais de força, no poder. Para isso, tenta atrair o vereador Dr. Isael Domingues.

Encaixado no Partido Verde, o parlamentar seria o candidato a prefeito, com Myriam novamente na condição de vice – assim como aconteceu em 2008. Porém, JR teria que fazer essa manobra com certo grau de discrição, pois a postura vai contra o próprio PPS, que, como partido de governo, naturalmente deveria ser cabeça de chapa.

Porém, melhor do que ser figurante, situação que se desenha em uma possível aliança com o PMDB, seria pertencer ao segundo escalão e garantir maior participação em um possível governo.

Manobra arriscada!

Entretando, mais honrosa: mesmo que o resultado final represente perder totalmente o poder e voltar ao posto de oposição.