Até o final de setembro, os partidos tentam atrair os nomes considerados de peso e que podem puxar votos, principalmente com foco na formação das bancadas de vereadores nos Legislativos.

Apesar das candidaturas serem definidas apenas no início do próximo ano, as negociações de setembro são feitas de forma estratégica, com foco no que se formará no começo de 2012.

Os rumores que correm em Pinda apontam para uma eleição com diversos candidatos a prefeito, com nomes como Vito Ardito Lerário, Paulo Sérgio Torino, Myriam Alckmin, Dr. Isael Domingues e Carlinhos Casé.

Porém, as alianças partidárias podem resultar no mesmo cenário que vimos em 2008: apenas dois candidatos ao executivo. Na época, Vitão e João Ribeiro. Agora, Vitão e Torino.

De partida ou não para o Partido Verde – segundo informações de sua assessoria parlamentar, filiação certa –, Dr. Isael deve ser o vice na chapa de Vito. Ser o vice estando em outro partido, e não o mesmo do candidato a prefeito, é ainda mais interessante, pensando na importância da construção de uma coligação forte em uma disputa eleitoral.

Pelos lados do PT, o partido da presidente Dilma chegou a depositar na mesa de Dr. Isael uma proposta para sua filiação. Garantia à jovem liderança política a condição de candidatura própria para prefeito em 2012, em uma proposta “modernizadora, progressista e social”. Com o declínio de Isael, o PT volta a consturar alianças e está, mais perto do que nunca, da “causa Torino”.

Deverá ser uma das principais legendas na aliança “superpartidária” que está sendo formada pelo PMDB e tentará encaixar Carlinhos Casé como vice da chapa. Para fechar com Torino, o PT quer garantias de participação efetiva na gestão. O “domínio” da subprefeitura de Moreira César não parece ter sido suficiente na gestão de João Ribeiro. “Como foi nesses últimos anos, nós não queremos”, apontou uma fonte do PT.

Analisado o cenário até aqui, baixamos para três candidatos: Vitão, Torino e Myriam.

O nome da candidata do PPS, no entanto, deve se desfazer no ar – naturalmente. Myriam não conta com uma formação partidária interessante e, no fim da linha, deverá fechar com Torino e garantir a participação do PPS, mesmo que mínima, em uma possível gestão peemedebê.