No começo da noite desta quarta-feira, dia 14, a presidente Dilma Rousseff aceitou, com um misto de decepção e alívio, o pedido de demissão (forçada) do ministro do Turismo Pedro Novais (PMDB). A decepção da presidenta está em ter que trocar, pela quarta vez em pouco mais de oito meses, mais um ministro suspeito de envolvimento em um escândalo público. O alívio está em se ver livre de mais um “protagonista” de confusões.

Diferentemente das outras manobras de “faxina”, nesta Dilma contou com o apoio da base, inclusive do PMDB – partido de Novais. A legenda do vice-presidente Michel Temer, inclusive, desistiu de indicar o nome do substituto da pasta. Entregou à Dilma uma lista completa com todos os seus deputados: cabe a mandatária escolher o próximo ministro do Turismo.

Novais cai depois de duas denúncias publicadas na mídia, entre ontem e hoje. A primeira aponta que o ex-ministro pagou com dinheiro público por sete anos, durante seu mandato como deputado federal, uma mulher para trabalhar em sua casa. Apesar de trabalhar na residência de Novais, a funcionária “frequentaria” a folha de pagamento do Legislativo como secretária parlamentar.

Hoje, uma nova reportagem aponta que a esposa de Novais usa um funcionário da Câmara como seu motorista particular.

Os outros três ministros que caíram no governo Dilma desde o início do ano foram por suspeita de envolvimento em escândalos foram: Antonio Palocci (Casal Civil), Alfredo Nascimento (Transporte) e Wagner Rossi (Agricultura).

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